Inspeção técnica avança análise de empreendimento associado à Subestação Formosa do Rio Preto

Por Revista Formosa
Quatro meses após a audiência pública que apresentou o projeto à população, a linha de transmissão de energia prevista para Formosa do Rio Preto avançou em mais uma etapa do licenciamento ambiental.
O gestor da Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Preto, Iedo Vitor, concluiu a inspeção técnica dos trechos da linha de transmissão (LT) 230 kV Formosa–Dianópolis/Gilbués que atravessam a unidade de conservação em Formosa do Rio Preto.
A vistoria representa mais uma etapa do licenciamento ambiental do projeto, estimado em R$ 470 milhões, que prevê a implantação de uma subestação no município e a geração de aproximadamente 900 empregos durante sua construção.
A atividade integra a análise da anuência da APA para o empreendimento, atualmente em processo de licenciamento ambiental conduzido pelo IBAMA em razão do caráter interestadual do projeto.
Durante a vistoria, foram avaliados aspectos ambientais, uso do solo, acessos previstos e a compatibilidade da implantação com os objetivos da unidade de conservação.
O empreendimento integra o Lote 07 dos leilões de transmissão da ANEEL e está associado à Subestação Formosa do Rio Preto, prevista para a região da Coaceral, estrutura concebida para ampliar a capacidade de transmissão e reforçar a segurança do abastecimento de energia na região.
A relevância do projeto vai além da infraestrutura energética. Formosa do Rio Preto figura entre os municípios com maior valor de produção agrícola do Brasil e ocupa posição de destaque no Matopiba, uma das mais importantes fronteiras agrícolas do país.
Nesse cenário, a expansão da rede de transmissão é considerada estratégica para acompanhar o crescimento da produção, ampliar a segurança energética e dar suporte a novos investimentos.
A ampliação da infraestrutura de transmissão de energia é uma demanda histórica do setor produtivo do Oeste baiano.
O fortalecimento da rede elétrica é visto como um passo importante para sustentar a expansão econômica de uma região que responde por parcela expressiva da produção nacional de grãos e figura entre os principais polos agrícolas do país.
À frente da APA do Rio Preto, a maior unidade de conservação terrestre da Bahia, Iedo Vitor conduziu a inspeção com foco na compatibilização entre a implantação da infraestrutura e a conservação ambiental.
O trabalho permitiu confrontar as informações constantes dos estudos ambientais e projetos técnicos com as condições observadas em campo, fornecendo subsídios para a manifestação da unidade no processo de licenciamento.
A análise técnica segue em elaboração e reunirá os resultados da vistoria, os estudos constantes do processo e os requisitos necessários à proteção dos atributos ambientais da APA do Rio Preto.
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