Ode à beleza e à poesia
Texto do cronista José Paes Landim

Por José Paes Landim
Foi num bonito pensamento axiomático, que, com muita propriedade, proclamou o filósofo Ralph Waldo Emerson: "Se não levarmos a beleza e a poesia conosco é inútil percorrermos o mundo".
Que o Brasil, se inspirando em tão belo pensamento, passe a percorrer seu caminho, levando a beleza e a poesia, esta, com a linguagem da alma e, aquela, com seu poder encantador.
Que, tocados pela consciência ética, se façam cada vez mais presentes os idealistas, consolidando sua luta na defesa de um Brasil para todos os brasileiros.
Todavia, para nossa tristeza, bem mais fortes são as barreiras que se interpõem no caminho de um Brasil para todos, o que nos leva a lamentar a falta que nos faz uma consciência política, que, pensando no País, seja capaz de anular tais obstáculos.
É que, bem mais alto falam as ambições pessoais, num salve-se quem puder, pelo poder e pelo dinheiro, cujo despudor tanto nos envergonha, com maior gravidade, porque vem de quem deveria falar pelo exemplo, no cumprimento dos cargos, para os quais foram escolhidos ou eleitos.
Cantemos hosanas àqueles que, abrindo as exceções, dignificam suas missões em sua luta por um novo Brasil, orgulhando-se, também, pelo legado, que haverão de deixar aos seus filhos e descendentes.
Manifestemos, de igual modo, nossa alegria pela consolidação da democracia em nosso país, que nos contempla com a liberdade de pensamento e de expressão, jamais com a licenciosidade, embora esta venha fazendo morada nas redes sociais, em festa com as perigosas fake news, em total inobservância ao decoro.
Falando-se em democracia, estamos caminhando para as eleições de 2026, a se realizarem em outubro próximo, para os postulantes aos cargos de presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais..
Quão bom se, ao ensejo das campanhas eleitorais, passássemos a ouvir dos respectivos candidatos discussões em torno de programas voltados para o bem comum, ligados prioritariamente à saúde e à educação!
Dentre todas as conquistas de que se ufanaria o Brasil, incluir-se-ia, a nosso ver, como uma das mais cobiçadas, a consciência política, com visão de mundo e dos valores que dignificam o ser humano, especialmente nos eleitores, que não mais seriam capazes de votar em candidatos que não dignificassem seus mandatos.
Voltando às eleições, permitir-me-ia fazer um apelo aos eleitores no sentido de não sufragarem candidatos nas urnas, sem que antes vissem sua história, sob o agradecimento de sua consciência de que votaram no candidato certo.
Assim, não será demais acrescentarmos, por se fazer oportuno, que, junto ao voto depositado na urna, foi, também, um bom quinhão de nossa consciência.

José Paes Landim
Cronista, aposentado pelo Banco Central do Brasil e membro da Academia Santa-ritense de Letras.
joseplandim@yahoo.com.br

Siga a Revista Formosa no Instagram. Nosso canal no WhatsApp e esteja sempre atualizado! Receba as últimas notícias da Revista Formosa no Google News.
