Novembro Azul: urologista baiano aposta no bom humor para incentivar homens a cuidar da saúde

Por Revista Formosa
O mês de novembro começou e, com ele, a campanha Novembro Azul, movimento internacional de conscientização sobre a saúde masculina, com foco especial na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de próstata.
Para chamar a atenção dos homens, o urologista baiano Dr. Roberto Rossi, de Salvador, apostou em uma abordagem diferente, misturando informação e bom humor.
Conhecido nas redes sociais pelo perfil @uro.rossi, o médico publicou o primeiro vídeo da campanha utilizando uma trilha sonora inusitada: "Cheiro de Amor", música eternizada na voz de Maria Bethânia.
Em uma publicação descontraída, Dr. Rossi aproveitou a referência musical para fazer um convite aos homens: procurar atendimento urológico, superar a vergonha e colocar a saúde em primeiro lugar.
A iniciativa chama atenção para um problema que ainda representa um desafio para a saúde pública. O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais frequente entre os homens brasileiros, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma.
Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar aproximadamente 77.920 novos casos da doença por ano entre 2026 e 2028.
Doença pode não apresentar sintomas no início
Um dos principais desafios no combate ao câncer de próstata é que, nas fases iniciais, a doença geralmente não apresenta sintomas. Quando os sinais aparecem, podem incluir dificuldade para urinar, diminuição da força do jato urinário, necessidade de urinar várias vezes durante o dia ou à noite e presença de sangue na urina.
A idade é um dos principais fatores de risco. Dr. Roberto Rossi recomenda que homens sem fatores de risco conversem com um urologista sobre a avaliação a partir dos 45 anos. Para homens negros ou com histórico familiar de câncer de próstata, especialmente em parentes de primeiro grau, essa conversa deve começar aos 40 anos.
A campanha Novembro Azul reforça que cuidar da saúde também significa deixar o preconceito e a vergonha de lado. A informação, o acompanhamento médico e a atenção aos fatores de risco são fundamentais para ampliar as possibilidades de diagnóstico precoce e tratamento.
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