Ibaneis anuncia desistência de candidatura ao Senado pelo DF

Por Revista Formosa
O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), anunciou nesta quarta-feira (8), em entrevista à TV Globo, que desistiu de disputar uma vaga no Senado nas eleições deste ano.
Ele, que comandou o Distrito Federal por dois mandatos consecutivos, havia deixado o cargo em março para cumprir a regra de desincompatibilização exigida pela Justiça Eleitoral e viabilizar sua candidatura ao Senado. No entanto, decidiu recuar da disputa.
Ao explicar a decisão, Ibaneis afirmou: "Estou completando 55 anos sexta [10] e quero cuidar da minha vida".
Em seguida, reforçou os motivos da desistência. "Fiz a minha parte pela cidade que eu amo e que me deu tudo. Agora é hora de cuidar um pouco da minha vida. Vivi pandemia, cuidei de pessoas e agora preciso cuidar de mim."
Em outras mensagens enviadas à emissora, o ex-governador também declarou que "não precisa de mandato para ser feliz" e garantiu que não pretende concorrer a nenhum outro cargo eletivo, incluindo o de deputado federal.
A decisão ocorre após um período de desgaste político com antigos aliados.
Desde que lançou sua pré-candidatura ao Senado, em maio, Ibaneis passou por divergências com integrantes de seu grupo político, entre eles a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), que foi sua vice-governadora no segundo mandato.
Após assumir o governo de forma definitiva, Celina fez críticas públicas à gestão anterior, abordando temas como a situação da saúde pública e a crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB).
Em resposta, Ibaneis divulgou um vídeo nas redes sociais anunciando o rompimento político com o grupo da governadora, que também respondeu por meio de uma publicação em vídeo.
Natural de Corrente (PI), Ibaneis construiu sua trajetória profissional como advogado e presidiu a seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) antes de ingressar na política.
Sua primeira disputa eleitoral ocorreu em 2018, quando venceu a eleição para o Governo do Distrito Federal ao derrotar o então governador Rodrigo Rollemberg (PSB), que buscava a reeleição.
Em 2022, foi reconduzido ao cargo ainda no primeiro turno.
Já em 2023, poucos dias após iniciar o segundo mandato, foi afastado temporariamente da chefia do Executivo distrital por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sob a justificativa de possível omissão das forças de segurança. Meses depois, retornou ao cargo e concluiu o mandato.
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