Ao menos três cães morrem após suspeita de envenenamento em fazenda no oeste da Bahia

09/07/2026
Os policiais encontraram, próximo aos animais, um pedaço de mortadela e um recipiente de estricnina — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Os policiais encontraram, próximo aos animais, um pedaço de mortadela e um recipiente de estricnina — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por Revista Formosa

A Polícia Civil investiga a morte de pelo menos três cães em uma fazenda localizada na zona rural de Santa Rita de Cássia, no oeste da Bahia. Os animais foram encontrados em estado grave no dia 30 de junho, com indícios de envenenamento.

Segundo informações da Polícia Militar, dois homens registraram a ocorrência na delegacia do município. 

Após a denúncia, equipes policiais foram até a propriedade, onde localizaram os cães e iniciaram as primeiras diligências.

Nas proximidades dos animais, os agentes encontraram um pedaço de mortadela e um recipiente contendo estricnina, substância altamente tóxica cuja comercialização é proibida no Brasil. 

O veneno age diretamente sobre o sistema nervoso central, podendo provocar espasmos musculares, convulsões e insuficiência respiratória, quadro que frequentemente resulta em morte.

A principal hipótese investigada é a de que funcionários da fazenda possam ter participação no caso. A polícia também apura se outros cães da propriedade foram vítimas de envenenamento.

Todo o material recolhido no local foi apreendido e encaminhado para perícia. Os exames deverão confirmar a causa da morte dos animais e contribuir para a identificação dos responsáveis.

Matar ou submeter animais a maus-tratos é crime previsto na legislação brasileira. 

Desde a alteração da Lei de Crimes Ambientais, em 2020, a pena para quem praticar abuso, maus-tratos, ferir ou matar cães e gatos varia de dois a cinco anos de prisão, além de multa e da proibição de manter a guarda de animais. 

A punição pode ser ampliada quando a violência resulta na morte do animal.

O caso segue sob investigação da Delegacia Territorial de Santa Rita de Cássia. Até o momento, não há registro de prisões relacionadas à ocorrência.

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