Veículos elétricos leves ganham espaço em Formosa do Rio Preto e acendem alerta para segurança

Por Revista Formosa
As bicicletas elétricas, patinetes e outros veículos elétricos leves estão cada vez mais presentes nas ruas brasileiras. No Oeste da Bahia, cidades como Formosa do Rio Preto, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães (LEM) já convivem com essa nova realidade, impulsionada principalmente pela praticidade e pela facilidade de deslocamento.
No Brasil, mais de 850 mil bicicletas elétricas e outros veículos elétricos leves já circulam pelas ruas. O crescimento, porém, também trouxe novos desafios relacionados à segurança no trânsito e à convivência entre usuários, pedestres, ciclistas e motoristas.
Em redes sociais, são frequentes registros de colisões e atropelamentos envolvendo esses veículos, especialmente em situações de alta velocidade ou circulação inadequada em áreas destinadas a pedestres.
Velocidade aumenta preocupação
Apesar de muitos modelos saírem de fábrica com velocidade limitada, parte dos equipamentos pode ser modificada para alcançar velocidades superiores.
De acordo com as regras do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), veículos elétricos que ultrapassam 32 km/h deixam de ser enquadrados como bicicletas elétricas e passam a ser classificados como ciclomotores, sujeitos a regras específicas e proibidos de circular em ciclovias e ciclofaixas.
O risco aumenta quando o usuário subestima a velocidade do veículo por causa de seu tamanho e peso reduzidos.
Em entrevista à repórter Luana Borba, da TV Câmara, o médico ortopedista e traumatologista Dr. Túlio Lira explicou que os veículos elétricos podem provocar traumas de alta energia.
"Os riscos são de acidentes. Esses elétricos denotam uma sensação de ser algo mais simples, mais fácil de guiar, mas os riscos são inerentes a ele como qualquer veículo conduzido em via pública."
Segundo o especialista, alguns equipamentos podem atingir velocidades de 32 km/h a 45 km/h, dependendo do modelo ou de alterações realizadas, o que representa um risco significativo para o corpo humano em caso de colisão.
Corpo humano vira o "para-choque"
Um dos principais equívocos, segundo Túlio Lira, é acreditar que um veículo pequeno não possa provocar lesões graves.
"Você é o para-choque. Num momento da colisão, o seu corpo é ejetado de uma força de encontro a outro objeto."
O médico também destacou que esses veículos, quando utilizados em vias públicas, precisam respeitar as sinalizações e as regras de circulação.
Entre as lesões mais comuns estão fraturas nas pernas, braços e punhos. Com o aumento da potência e da velocidade de alguns equipamentos, entretanto, também crescem os casos de traumatismo cranioencefálico (TCE), que pode ocorrer em quedas ou colisões.
Educação e equipamentos de proteção
Para o especialista, a prevenção começa dentro de casa, principalmente quando crianças e adolescentes recebem bicicletas elétricas ou patinetes como presente.
"Primeiro que considero a educação em casa, vai dar um presente para um filho, ensinar pelo menos o básico de transitar em via pública."
Túlio recomenda ainda o uso de capacete e, quando necessário, joelheiras e cotoveleiras, além do respeito aos limites de velocidade e às regras de trânsito.
O alerta ganha importância em municípios como Formosa do Rio Preto, onde esses veículos já podem ser vistos no cotidiano como alternativa de transporte e lazer.
Ao finalizar a entrevista, o médico reforçou que o uso desses equipamentos deve ser tratado com responsabilidade.
"Não deixe assim, uma brincadeira, um momento de lazer, até mesmo para quem usa para o trabalho, isso já faz parte da nossa realidade. Não deixe que isso interrompa sua vida nesse momento."
A orientação é para que usuários conheçam as regras de circulação, adotem medidas de segurança e tenham atenção redobrada para evitar acidentes. Com mais responsabilidade e respeito entre todos que utilizam as vias públicas, a tecnologia pode continuar sendo uma alternativa prática de mobilidade sem transformar o trânsito em um risco ainda maior.
@revista.formosa Veículos elétricos leves ganham espaço em Formosa do Rio Preto e acendem alerta para segurança Bicicletas elétricas, patinetes e outros veículos elétricos já fazem parte da rotina de cidades do Oeste da Bahia. A praticidade, porém, exige atenção, principalmente com velocidade, equipamentos de proteção e respeito às regras de trânsito. Em entrevista à TV Câmara, o médico ortopedista e traumatologista Dr. Túlio Lira alertou para os riscos de fraturas e até traumatismos cranianos em acidentes. Veículo pequeno também pode causar traumas graves. Matéria Completa: revistaformosa.com #notícias #revistaformosa
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