Troca de bebês descoberta após quase quatro anos leva Justiça a condenar hospital em Goiás

19/05/2026

Hospital é condenado a pagar R$ 1 milhão por troca de bebês

À esquerda, Yasmin e Cláudio. À direita, Isamara e Guilherme — Foto: Redes Sociais
À esquerda, Yasmin e Cláudio. À direita, Isamara e Guilherme — Foto: Redes Sociais

Por Revista Formosa

O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) condenou o Hospital São Sebastião, localizado em Inhumas, no interior de Goiás, ao pagamento de R$ 1 milhão em indenizações por causa da troca de dois bebês ocorrida após partos realizados em outubro de 2021. 

A decisão reconheceu falha grave no atendimento da unidade de saúde e determinou compensação por danos morais às famílias envolvidas.

Conforme a sentença, cada um dos quatro pais receberá R$ 250 mil. O hospital também deverá ressarcir R$ 880 gastos com exames de DNA feitos pelas famílias durante a investigação do caso. 

Na decisão, a magistrada classificou o episódio como uma "gravíssima violação" aos direitos das famílias. A unidade hospitalar ainda pode recorrer da condenação.

O caso só foi descoberto cerca de três anos após os nascimentos. A suspeita surgiu quando Cláudio Alves decidiu realizar um exame de DNA para confirmar a paternidade do menino que criava ao lado de Yasmin Kessia da Silva. 

Após o resultado apontar incompatibilidade genética, Yasmin também decidiu fazer o teste.

"Se ele não fosse filho do Cláudio, também não era meu", declarou Yasmin em entrevista concedida à imprensa local na época.

Os casais Claudio e Yasmin e Isamara e Guilherme tiveram seus bebês trocados em hospital de Goiás. Foto: Divulgação
Os casais Claudio e Yasmin e Isamara e Guilherme tiveram seus bebês trocados em hospital de Goiás. Foto: Divulgação

Com a confirmação de que a criança não possuía vínculo biológico com o casal, a família iniciou buscas para identificar quem poderia ter recebido o bebê por engano. 

A investigação levou até Isamara Cristina Mendanha e Guilherme Luiz de Souza, que também tiveram um filho no mesmo dia e na mesma maternidade, o Hospital da Mulher de Inhumas.

O exame realizado na criança criada por Isamara e Guilherme igualmente revelou incompatibilidade genética, confirmando a troca dos recém-nascidos ainda na maternidade.

Em outubro de 2025, a Justiça determinou que os meninos passassem a conviver gradualmente com suas famílias biológicas, em um processo acompanhado para reduzir os impactos emocionais da mudança. 

As certidões de nascimento das crianças também foram atualizadas, passando a incluir os nomes dos dois pais e das duas mães biológicas.

Siga a Revista Formosa no Instagram. Nosso canal no WhatsApp e esteja sempre atualizado! Receba as últimas notícias da Revista Formosa no Google News.

Painel Cinematográfico de GIFs
Share