Senador Jaques Wagner deixa cargo de líder do governo após reunião com Lula

25/06/2026
Foto: José Cruz/Agência Brasil
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Por Revista Formosa

O senador Jaques Wagner anunciou nesta quarta-feira (24) sua saída da liderança do governo no Senado, após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Segundo o parlamentar, a decisão foi tomada de forma consensual e tem como objetivo permitir que ele concentre esforços em sua defesa diante das investigações da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.

Em publicação nas redes sociais, Wagner afirmou que a conversa com Lula ocorreu em clima de entendimento e destacou que sua prioridade passa a ser a comprovação de sua inocência, além da participação nas articulações políticas voltadas para as eleições de 2026. 

O senador também reafirmou seu compromisso com os projetos de reeleição do presidente Lula, do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e de sua própria candidatura ao Senado.

A saída acontece poucos dias após o parlamentar ser alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades envolvendo o Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro. 

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, agentes da Polícia Federal recolheram aproximadamente US$ 55 mil, cerca de 33,5 mil euros, além de relógios e aparelhos celulares pertencentes ao senador.

Nos bastidores do governo e do Partido dos Trabalhadores, a permanência de Wagner na liderança vinha sendo alvo de questionamentos desde a deflagração da operação. 

Integrantes da base governista avaliavam que o afastamento poderia reduzir o desgaste político provocado pela investigação e evitar reflexos na estratégia eleitoral do grupo para o próximo ano.

Na última segunda-feira (22), a defesa do senador apresentou ao Supremo Tribunal Federal um pedido para anular a decisão que autorizou os mandados de busca e apreensão. 

Os advogados alegam que houve falhas na fundamentação da medida e sustentam que Wagner jamais utilizou sua atuação parlamentar para favorecer o Banco Master.

Ainda de acordo com a defesa, os valores apreendidos têm origem legal e podem ser comprovados por meio de documentos. 

Parte dos recursos seria proveniente de diárias recebidas durante missões oficiais ao exterior e outra parte teria sido obtida por meio de operações financeiras regularmente registradas.

Com a saída da liderança governista, Jaques Wagner passa a dedicar sua atuação política à condução de sua defesa e à preparação para as disputas eleitorais de 2026, enquanto as investigações da Polícia Federal seguem em andamento.

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