Reajuste no gás de cozinha pode encarecer botijão em até R$ 10 na Bahia

Por Revista Formosa
Os consumidores baianos devem sentir um novo aumento no preço do gás de cozinha nos próximos dias.
A partir deste segunda-feira (1º), a Refinaria de Mataripe aplicou um reajuste de 9,6% no valor do gás liquefeito de petróleo (GLP) vendido às distribuidoras, o que deve impactar diretamente o preço cobrado nas revendas.
De acordo com o Sindicato das Revendedoras de Gás de Cozinha da Bahia (SindRevGás), o reajuste poderá elevar o preço do botijão entre R$ 8 e R$ 10 para o consumidor final.
A entidade informa que o aumento entra em vigor imediatamente e se soma a uma alta anterior registrada em maio, que foi absorvida pelas revendedoras sem repasse ao público.
Segundo o presidente do SindRevGás, Robério Souza, o setor vinha suportando parte dos custos para evitar impactos imediatos aos consumidores.
"O aumento já passa a vigorar a partir de hoje. Ele chega praticamente de forma automática e tem um componente interessante nesse aumento, porque houve um aumento no dia 1º de maio que a rede de revendedores do estado da Bahia não repassou; a rede absorveu. Foi um aumento que ficou na casa dos R$ 3. Agora soma-se esse novo reajuste, que vai impactar os preços em aproximadamente R$ 8 a R$ 10, em relação aos preços anteriormente praticados."
Com o novo reajuste, porém, a tendência é que o aumento seja refletido nos preços praticados em todo o estado.
Em nota, a Acelen, responsável pela administração da Refinaria de Mataripe, confirmou a alteração nos preços do GLP para as distribuidoras.
A empresa afirmou que sua política de preços segue critérios de mercado, levando em consideração fatores como a cotação internacional do petróleo, a variação do dólar e os custos logísticos.
O aumento do gás de cozinha deve pesar no orçamento das famílias, especialmente das de menor renda, para as quais o produto é um item essencial.
Além do uso doméstico, a alta também pode afetar estabelecimentos que dependem do GLP em suas atividades diárias, como restaurantes, lanchonetes, padarias e pequenos empreendedores do setor alimentício.
Com a mudança, o valor do botijão poderá variar conforme a região e a política de preços adotada por cada revenda, mas a expectativa do setor é de que o reajuste seja percebido pelos consumidores em todo o estado.
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