Pai e filho são investigados por estupro de criança em Santa Rita de Cássia; mãe pode ter sido omissa

Por Revista Formosa
A Polícia Civil apura uma possível omissão da mãe de uma menina de 12 anos vítima de estupro cometido pelo próprio pai e pelo irmão, em Santa Rita de Cássia, no Oeste da Bahia. Os dois suspeitos foram presos na quarta-feira (13), durante uma operação realizada na zona rural do município.
Segundo o delegado Leonardo de Almeida Mendes Júnior, responsável pela investigação, a garota morava com os pais e os irmãos em uma residência localizada a cerca de 15 quilômetros da sede da cidade. A polícia tenta esclarecer se a mãe tinha conhecimento dos abusos e deixou de denunciar os crimes.
"A mãe convivia, sim, com todos. Ela está sendo investigada para a gente entender se ela foi omissa, se ela sabia ou não. [...] Até a presente data, a gente não tem provas ainda para pedir prisão ou outra medida em desfavor da mãe, mas ela continua investigada e o nosso inquérito ainda não está fechado justamente por conta disso", detalhou.
De acordo com o delegado, ainda não existem provas suficientes para solicitar medidas judiciais contra a mulher, mas ela segue sendo investigada enquanto o inquérito permanece em andamento.
O caso chegou às autoridades após uma apuração inicial do Conselho Tutelar, que acionou a Polícia Civil. Os abusos foram confirmados por meio de laudos periciais, o que levou ao pedido de prisão do pai e à apreensão do adolescente de 16 anos, irmão da vítima.
Ainda conforme a investigação, os crimes teriam ocorrido ao longo de aproximadamente seis meses. A Justiça também determinou a realização de uma escuta especializada da criança, com acompanhamento de psicólogos do Centro de Referência de Assistência Social (Cras).
O homem, de 72 anos, passou por exame de corpo de delito e deve participar de audiência de custódia nesta sexta-feira (15). Já o adolescente apreendido será submetido a audiência confirmatória. Após decisão judicial, ambos devem ser encaminhados para Barreiras, de onde o menor seguirá para uma unidade de acolhimento em Salvador e o adulto para o sistema prisional.
"Assim que for confirmado pelo juiz o mandado de prisão do maior e o mandado de apreensão do menor, eles seguem para Barreiras para que, de lá, o menor vá para Salvador para uma casa de acolhimento de menores e o maior, para o presídio", explica o delegado.
A menina permanece sob proteção do Conselho Tutelar até a conclusão das investigações e definição sobre o acolhimento por familiares.
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