Operação Faroeste: desembargadora condenada pelo STJ deixa o Brasil e segue para Portugal

Por Revista Formosa
A desembargadora aposentada do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo, deixou o Brasil com destino a Portugal em 21 de setembro de 2026. A saída do país foi identificada em registros da Polícia Federal (PF) encaminhados às autoridades em Brasília.
A viagem ocorreu antes da conclusão do julgamento que resultou na condenação da ex-magistrada a mais de 14 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no âmbito da Operação Faroeste, que investigou um esquema de comercialização de decisões judiciais na Bahia.
Segundo informações divulgadas pelo BNews neste sábado (7), a Polícia Federal confirmou oficialmente a movimentação migratória. Sandra Inês embarcou sem impedimentos legais, uma vez que não havia determinação judicial para retenção de seus passaportes.
A reportagem também aponta a possibilidade de a desembargadora possuir cidadania portuguesa. Essa informação, entretanto, não foi confirmada oficialmente.
Condenação pelo STJ
No dia 4 de novembro, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou Sandra Inês a 14 anos e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado. A decisão foi unânime e também determinou a perda do cargo público, com a cassação da aposentadoria compulsória.
O filho da desembargadora, o advogado Vasco Rusciolelli Azevedo, também foi condenado a 13 anos e 11 meses de prisão, em regime inicial fechado, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
A ação penal integra a Operação Faroeste, investigação que apurou um esquema de negociação de decisões judiciais relacionado a disputas de terras no oeste da Bahia.
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