Nepal registra 676 mortes após avalanche de lama; quase 3 mil pessoas seguem desaparecidas

Por Revista Formosa
O número de mortos provocados pela devastadora avalanche de lama que atingiu a região do rio Bhote Koshi, no Nepal, subiu para 676 pessoas. O balanço considera as vítimas registradas tanto no território nepalês quanto no Tibete, na China. Cerca de 3 mil pessoas ainda são dadas como desaparecidas nos dois lados da fronteira.
De acordo com a atualização divulgada pelas autoridades nepalesas neste sábado (29), 669 corpos foram localizados no Nepal. Entre os distritos com maior número de vítimas estão Chitwan, no sul do país, com 248 mortos, e Nawalparasi Leste, também conhecido oficialmente como Nawalpur, com 158.
Na região do Tibete, as autoridades chinesas contabilizaram outras sete mortes, registradas no condado de Gyirong, próximo à passagem de fronteira com o Nepal, uma das áreas mais atingidas pelas fortes correntes de água e lama.
A grande quantidade de corpos recuperados tem provocado dificuldades para as equipes responsáveis pela identificação. Em Nawalparasi Leste, por exemplo, a capacidade dos necrotérios foi ultrapassada e muitos cadáveres encontrados nos rios apresentam avançado estado de deterioração.
Diante da situação, as autoridades passaram a realizar uma coleta ampla de amostras de DNA. A medida busca permitir a identificação das vítimas antes que os corpos que não possam ser reconhecidos sejam sepultados em áreas de florestas comunitárias.
As equipes de emergência continuam atuando na região, onde grandes volumes de lama já endureceram e dificultam as buscas. Há suspeitas de que dezenas de pessoas estejam soterradas.
Entre os estrangeiros atingidos pela tragédia, o Conselho de Turismo do Nepal informou que 184 turistas foram resgatados com vida, enquanto outros 420 permanecem desaparecidos.
O governo do Nepal também pediu apoio internacional para ampliar os trabalhos de identificação e conservação dos corpos. Além disso, equipes especializadas são aguardadas para auxiliar nas buscas por trabalhadores que podem estar presos em túneis inundados de usinas hidrelétricas instaladas na bacia do rio.
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