Israel afirma ter eliminado o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em bombardeio aéreo

28/02/2026
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, fala durante uma reunião em Teerã, Irã, em 17 de fevereiro de 2026. Gabinete do Líder Supremo do Irã/WANA (West Asia News Agency)/Divulgação via REUTERS
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, fala durante uma reunião em Teerã, Irã, em 17 de fevereiro de 2026. Gabinete do Líder Supremo do Irã/WANA (West Asia News Agency)/Divulgação via REUTERS

Por Revista Formosa

Israel afirmou neste sábado (28) que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morreu em um ataque aéreo realizado como parte de uma operação militar conduzida em conjunto com os Estados Unidos contra o território iraniano. 

As informações foram divulgadas pelas agências Reuters e Axios.

De acordo com a Axios, uma autoridade israelense declarou que a morte teria sido confirmada pelos serviços de inteligência de Israel. Já a Reuters citou um alto funcionário israelense ao informar que o corpo de Khamenei teria sido localizado.

O chefe de relações públicas do gabinete do líder iraniano reagiu, acusando "os inimigos do país" de promoverem uma "guerra psicológica" e pedindo cautela à população. 

Mais cedo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse haver "indícios crescentes" de que o líder iraniano "não estaria mais presente", após o bombardeio de um complexo em Teerã ligado ao comando do regime.

Por outro lado, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que Khamenei "está vivo, até onde sei", contradizendo a versão divulgada por Israel.

Autoridades israelenses também declararam que o ministro da Defesa do Irã e o comandante da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) estariam entre os mortos. 

Aos 86 anos, Khamenei liderava o país havia 35 anos, figurando entre os governantes mais longevos do mundo. 

Em Israel e nos Estados Unidos, sua eventual morte é vista como um duro golpe contra o governo iraniano e possível fator de aceleração de uma crise interna.

Caso confirmada, a morte do líder religioso abre uma disputa sucessória imediata em Teerã. Pela Constituição iraniana, cabe a um conselho de clérigos indicar o novo líder supremo. 

No entanto, os ataques também teriam atingido integrantes da cúpula política e militar, deixando a estrutura de comando sob forte instabilidade, segundo fontes ouvidas pela imprensa internacional. 

Um dos nomes frequentemente mencionados como possível sucessor é o de Mojtaba Khamenei. 

Ali Khamenei assumiu o posto máximo em 1989, após a morte do fundador da República Islâmica, Ruhollah Khomeini, consolidando ao longo de décadas amplo controle sobre as instituições do Estado, incluindo o Judiciário, a mídia estatal e as forças de segurança.

Em pronunciamento em vídeo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, orientou os iranianos a permanecerem em casa durante os bombardeios e afirmou que, ao fim da operação, a população deveria "assumir o governo".

Do exílio, o príncipe Reza Pahlavi, herdeiro da antiga monarquia iraniana e figura de destaque da oposição, convocou a população a ir às ruas e pediu que as forças de segurança apoiem uma transição que classificou como "estável e segura".

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