Greve dos Correios segue por tempo indeterminado; saiba como ficam as entregas

Por Revista Formosa
A greve dos trabalhadores dos Correios continua na Bahia e em outras regiões do país, mantendo o alerta para possíveis atrasos na distribuição e na entrega de encomendas.
A paralisação ocorre em meio ao impasse nas negociações entre os trabalhadores e a empresa. Com a mobilização, o funcionamento das unidades e dos serviços de entrega pode sofrer alterações, especialmente em locais onde a adesão ao movimento é maior.
Para quem aguarda encomendas, a principal consequência é a possibilidade de aumento no prazo de recebimento. Objetos já postados podem permanecer por mais tempo nas unidades ou ter a distribuição afetada durante o período de paralisação.
Mesmo com a greve, os Correios mantêm parte das operações, mas a normalização dos serviços depende do andamento das negociações e da retomada das atividades pelos trabalhadores.
Na Bahia, a paralisação ganha atenção especialmente por atingir um serviço utilizado diariamente por moradores, empresas e órgãos públicos para o envio e recebimento de documentos, mercadorias e encomendas.
A orientação para quem possui objetos em trânsito é acompanhar o rastreamento e considerar possíveis alterações nos prazos informados no momento da postagem.
TST determina manutenção de 80% do efetivo
Os Correios recorreram ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) após o fim das negociações sobre o Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2028. Em decisão liminar, o tribunal determinou que 80% dos trabalhadores permaneçam em atividade em cada unidade da empresa durante a greve.
A determinação inclui áreas de atendimento, transporte, distribuição, tratamento de encomendas e setores administrativos essenciais. O dissídio coletivo será julgado pelo TST em 21 de setembro, às 13h30, mas um acordo entre as partes ainda pode ser firmado antes da sessão.
Enquanto o impasse não for resolvido, a FINDECT orienta os sindicatos filiados a manterem a paralisação.
Regiões que aderiram à greve
Segundo a FINDECT, as seguintes entidades aprovaram a paralisação:
- SINTECT-AC (Acre) — assembleia prevista para hoje
- SINTECT-AL (Alagoas)
- SINTECT-AM (Amazonas)
- SINTECT-AP (Amapá)
- SINTECT-BA (Bahia)
- SINTECT-CAS (Campinas)
- SINTECT-CE (Ceará)
- SINTECT-DF (Distrito Federal)
- SINTECT-ES (Espírito Santo)
- SINTECT-GO (Goiás)
- SINTECT-JFA (Juiz de Fora)
- SINTECT-MG (Minas Gerais)
- SINTECT-MT (Mato Grosso)
- SINTECT-RO (Rondônia)
- SINCORT-PA (Pará)
- SINTECT-PB (Paraíba)
- SINTECT-PE (Pernambuco)
- SINTECT-PI (Piauí)
- SINTCOM-PR (Paraná)
- SINTECT-RN (Rio Grande do Norte)
- SINTECT-RR (Roraima)
- SINTECT-RPO (Ribeirão Preto)
- SINTECT-RS (Rio Grande do Sul)
- SINTECT-SC (Santa Catarina)
- SINTECT-SE (Sergipe)
- SINTECT-SJO (São José do Rio Preto)
- SINTECT-SMA (Santa Maria)
- SINTECT-TO (Tocantins)
- SINTECT-URA (Uberaba)
- SINTECT-VP (Vale do Paraíba)
- SINDECTEB (Bauru e região)
- SINTECT-MA (Maranhão)
- SINTECT-MS (Mato Grosso do Sul)
- SINTECT-RJ (Rio de Janeiro)
- SINTECT-Santos (Santos e região)
- SINTECT-SP (São Paulo)
Crise financeira
Os Correios enfrentam uma sequência de 15 trimestres de resultados negativos. No primeiro semestre de 2026, a estatal acumulou prejuízo de R$ 5,6 bilhões, embora o resultado do segundo trimestre tenha sido menos negativo que os dois períodos anteriores.
Diante da dificuldade financeira, a empresa aguarda um novo empréstimo de R$ 7 bilhões, previsto para ser contratado até 15 de setembro. Os recursos devem ser obtidos por meio de um consórcio de bancos, incluindo instituições estrangeiras e o Banrisul.
O que dizem os Correios
"Os Correios acionaram seu Plano de Continuidade de Negócios para manter os serviços em todo o país e reduzir eventuais impactos da paralisação anunciada pelas entidades sindicais no último dia 10.
Entre as medidas adotadas estão a mobilização de empregados administrativos para apoio às atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico. Vale destacar que a rede de agências permanece aberta ao público.
A estatal ajuizou, na sexta-feira (11), pedido de dissídio coletivo junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). A medida foi tomada após o encerramento da mediação sem acordo e a rejeição, nas assembleias sindicais, da proposta para o ACT 2026/2028. As assembleias também aprovaram a greve.
No sábado (12), o tribunal determinou, em decisão liminar, a manutenção de 80% do efetivo em atividade, em cada unidade ou estabelecimento da empresa, abrangendo as unidades de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e administrativas ou de suporte indispensáveis à continuidade da cadeia postal, durante a paralisação.
O julgamento do dissídio coletivo está marcado para o dia 21 de setembro, às 13h30. Ainda é possível haver acordo entre as partes no curso do processo, antes do julgamento.
A estatal reafirma o respeito ao direito de greve dos trabalhadores, porém, ressalta que a paralisação ocorre em um momento especialmente sensível.
A empresa segue diante de uma situação econômico-financeira desafiadora e mantém o foco na redução de despesas, no aumento da eficiência, na modernização da operação e na geração de novas receitas.
Para situações específicas, os clientes podem entrar em contato pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210 ou utilizar os canais digitais de atendimento da empresa".
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