Brigadistas de Formosa do Rio Preto enfrentam o fogo e se tornam linha de frente no combate aos incêndios

09/09/2026
Imagem/Revista Formosa
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Por Revista Formosa

Em meio ao avanço dos focos de calor que têm atingido diferentes regiões de Formosa do Rio Preto, no oeste da Bahia, um grupo de homens tem assumido uma missão que exige coragem, resistência e dedicação: enfrentar o fogo diretamente para proteger o território e evitar que as chamas avancem ainda mais.

São os brigadistas municipais, que, ao lado das equipes do Corpo de Bombeiros, têm atuado em diferentes ocorrências registradas na zona rural do município. Em condições muitas vezes extremas, eles entram em áreas tomadas pela fumaça e pelo calor para combater as chamas, controlar novos focos e realizar o rescaldo.

Nas últimas semanas, o trabalho ganhou ainda mais importância diante da sequência de incêndios registrados em Formosa. No Vale da Malhadinha, por exemplo, as chamas chegaram aos dois lados da BR-135 e provocaram a interrupção temporária do trânsito. Bombeiros e equipes de combate foram mobilizados para controlar o incêndio

Dias depois, parte do incêndio ainda permanecia fora de controle. Na ocasião, 12 brigadistas municipais atuavam junto a 12 bombeiros, além do apoio de voluntários e produtores rurais da região. O vento forte e a baixa umidade dificultavam o avanço das equipes.

O cenário também chamou atenção pelos números. Levantamento divulgado pelo Consórcio Intermunicipal do Oeste da Bahia (Consid) apontou 2.129 focos de calor em Formosa do Rio Preto entre 30 e 31 de agosto, distribuídos em 10 locais de ocorrência, cinco deles classificados como de maior porte.

E o trabalho não parou. Nesta semana, novos focos foram registrados na Fazenda Costa de Pedro Guedes, próximo à comunidade de Canabrava. Dez homens do Corpo de Bombeiros foram enviados para a ocorrência, novamente com apoio dos brigadistas municipais. Na segunda-feira, as equipes já haviam atuado em um incêndio na localidade de Caraívas.

Uma batalha contra o fogo

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À frente da Defesa Civil municipal, Jadder Carvalho acompanha de perto a mobilização das equipes e destaca que o combate aos incêndios exige muito mais do que equipamentos: exige preparo, resistência e união.

"Nossos brigadistas são verdadeiros guerreiros. Eles enfrentam o calor, a fumaça, o cansaço e, muitas vezes, passam horas dentro dessas áreas para impedir que o fogo avance. É um trabalho que nem sempre aparece, mas que faz toda a diferença para proteger nosso município."

Segundo Jadder, a parceria com o Corpo de Bombeiros tem sido fundamental para ampliar a capacidade de resposta diante das ocorrências.

"A união entre os brigadistas municipais e o Corpo de Bombeiros fortalece muito o combate. Cada equipe tem sua função, mas todos estão trabalhando com o mesmo objetivo: controlar os incêndios, proteger as pessoas, preservar o meio ambiente e evitar que as chamas alcancem outras áreas."

O coordenador também fez questão de agradecer pelo suporte recebido da administração municipal.

"Quero agradecer à Secretaria de Meio Ambiente, na pessoa do secretário Willian Knapp, e à Prefeitura de Formosa do Rio Preto, na pessoa do prefeito Neo Araújo, que não têm medido esforços para apoiar nossos brigadistas e garantir as condições necessárias para enfrentarmos esses incêndios. Esse apoio tem sido fundamental nessa batalha."

Heróis anônimos da temporada de fogo

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O trabalho dos brigadistas vai muito além do momento em que as chamas estão altas. Depois do controle do incêndio, as equipes permanecem nas áreas atingidas para realizar o rescaldo, identificar pontos que ainda podem apresentar risco e evitar que o fogo volte a ganhar força.

Em um município de território gigantesco como Formosa do Rio Preto, a distância entre as comunidades rurais e a extensão das áreas atingidas tornam a atuação ainda mais desafiadora.

Por trás de cada ocorrência há homens que enfrentam o fogo enquanto grande parte da população sequer consegue imaginar as condições encontradas no interior das áreas queimadas.

São brigadistas que trabalham longe dos holofotes, mas na linha de frente quando Formosa do Rio Preto precisa deles.

E, neste período de estiagem, baixa umidade e ventos fortes, esses guerreiros seguem na batalha — muitas vezes começando o dia diante de um novo foco antes mesmo de terem terminado o combate anterior.

Uma missão silenciosa, difícil e essencial para Formosa do Rio Preto.

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