Antes da multidão, da arena e dos shows: a história do homem que criou a Vaquejada de Formosa do Rio Preto

Por Revista Formosa
Por trás da poeira da pista, dos aboios, dos cavalos alinhados e da multidão que lota o Parque Major Leopoldo todos os anos, existe um homem que ajudou a transformar um sonho simples em uma das maiores tradições culturais do oeste baiano: Nelson Magalhães.
Auxiliado pelo saudoso Francisco Alencar, o inesquecível "Chico da Coelba", Nelson foi o criador da Vaquejada de Formosa do Rio Preto, oeste da Bahia, evento que nasceu em 1985 e que, em 2026, chega à histórica 40ª edição.
Mas antes de existir palco, arquibancada ou grandes premiações, tudo começou de forma humilde. Sem redes sociais, sem divulgação profissional e sem grandes estruturas. Os convites eram feitos em bilhetes escritos à mão e enviados para amigos de outras cidades. Foi assim que nasceu a primeira vaquejada formosense.
Nelson relembra que a ideia surgiu da paixão pela cultura sertaneja e da vontade de criar um evento que unisse famílias, vaqueiros e a comunidade. Ao lado de Chico da Coelba e de nomes como Raimundo Queiroz, Filemon Nogueira, Renildo Sampaio, Benedito Araújo, Parízio Nogueira, Antônio Araújo e Anísio Araújo, colocou literalmente a mão na massa para erguer o sonho.
O parque recebeu o nome de Major Leopoldo, em homenagem ao fazendeiro que marcou a história da região. Com apoio do então prefeito Idaiano Saldanha Câmara, o terreno foi adquirido e transformado em parque municipal.
Naquele primeiro ano, quem entrou para a história foi Jorge Luiz Dantas de Queiroz, o "Jorge de Irecê", primeiro campeão oficial da vaquejada de Formosa do Rio Preto. Montado em seu cavalo Kiko, ele abriu caminho para gerações de vaqueiros que continuam mantendo viva a tradição até hoje.
Além das corridas, Nelson também relembra com carinho do tradicional concurso de Miss, organizado pelas próprias famílias da cidade, reforçando o espírito comunitário que sempre marcou a festa.
Décadas depois, a vaquejada se tornou muito maior do que uma competição. O evento movimenta a economia, fortalece a cultura nordestina, reúne famílias inteiras e mantém viva uma identidade que atravessa gerações.
Em uma das entrevistas concedidas à Revista Formosa, Nelson falou com emoção sobre a trajetória construída ao lado de Chico da Coelba, que faleceu em 2026 e deixou seu nome marcado para sempre na história da cidade.
Durante a semana da vaquejada, a Revista Formosa também vai exibir duas entrevistas especiais relembrando essa história. Uma delas será com Mariano França. A outra acontece no sábado (30), no Programa da Revista Formosa, na Rádio FM Cidade, das 8h às 9h, com transmissão ao vivo pelo canal da Revista Formosa no YouTube.
Hoje, quando os portões do parque se abrem e a multidão ocupa cada espaço da arena, poucos imaginam que tudo começou com um grupo de amigos, muita coragem e amor pela cultura sertaneja.
E talvez seja exatamente isso que faz Nelson Magalhães ser mais do que um organizador.
Nelson é parte viva da história de Formosa do Rio Preto.
Entrevista em 2025
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