Alto risco de Super El Niño comprometer a produção de grãos no Oeste da Bahia

Por Revista Formosa
O avanço do fenômeno climático El Niño, previsto para ganhar força no segundo semestre, acende um sinal de alerta para o agronegócio baiano, especialmente na região Oeste, principal polo produtor de grãos do estado.
A expectativa é de que o chamado Super El Niño provoque atrasos no calendário agrícola, além de impactos sobre a pecuária.
De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), a probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte até o fim do ano chegou a 81%.
Esse cenário aumenta a preocupação dos produtores, já que o El Niño costuma reduzir o volume de chuvas e prolongar os períodos de estiagem em diversas áreas da Bahia.
As projeções indicam que o risco climático é considerado alto para a região do Matopiba — área agrícola que engloba partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia —, onde há possibilidade de ocorrência de seca severa durante o ciclo agrícola.
No Oeste baiano, o período oficial de plantio da safra 2026/2027 ocorre entre 8 de outubro e 31 de dezembro, justamente quando o Super El Niño poderá estar em seu pico de intensidade.
A tendência é de atraso no início das chuvas e maior irregularidade das precipitações, principalmente entre outubro e novembro, meses decisivos para a implantação das lavouras de soja e milho.
Especialistas destacam que a principal preocupação não está apenas no volume total de chuva esperado para a safra, mas na sua distribuição ao longo das primeiras semanas do plantio.
A falta de regularidade nas precipitações pode comprometer a germinação das sementes, elevar os custos de replantio e reduzir o potencial produtivo das lavouras, afetando diretamente a produtividade e a rentabilidade dos produtores rurais.
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