Sobre as ações de combate aos incêndios florestais no Amazonas, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima esclarece

Por Revista Formosa
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) realiza ações permanentes de prevenção, monitoramento e combate aos incêndios florestais na região, com mobilização de equipes, aeronaves e recursos para apoiar a atuação no estado.
Desde o início da temporada de incêndios florestais, o Ibama extinguiu 292 incêndios no Amazonas e segue atuando no combate a outros 08 incêndios ativos no estado. Paralelamente, o Governo Federal manteve operações de combate e monitoramento dos incêndios florestais no Amazonas.
Para este momento de agravamento da situação, o Governo Federal disponibilizou 11 aeronaves para as operações no Amazonas: seis aviões Air Tractor, utilizados no combate direto aos incêndios florestais, com capacidade para lançamentos rápidos e precisos de água; um avião KC-390, empregados no lançamento de água em grandes volumes; três helicópteros para lançamento de água e transporte de brigadistas e equipamento, especialmente úteis em áreas de difícil acesso; e uma aeronave Caravan para apoio logístico. Além disso, 250 brigadistas já atuam em campo em apoio às equipes coordenadas pelo Ibama e demais órgãos federais. Outros 40 brigadistas federais estão em deslocamento para reforçar as operações de combate aos incêndios florestais na região.
Cabe dizer que, em 23 de setembro, o Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Federal (Ciman Federal), coordenado pelo Ibama, recebeu solicitação de apoio do Governo do Amazonas para o combate aos incêndios florestais. Em resposta ao pedido, foram acionados combatentes do Projeto de Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres (Respad) e uma aeronave do Projeto de Gerenciamento de Aeronaves para Situações de Urgência e Socorro (Pegasus).
Em 30 de setembro, após chuvas contribuírem para o controle dos focos de incêndio, o Governo do Amazonas comunicou que não seria mais necessário o apoio do Respad, dispensando a atuação da equipe federal antes de seu deslocamento para o campo.
O MMA informa ainda que orientou o Governo do Amazonas a solicitar recursos por meio do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (SINPDEC) para ampliar sua capacidade de resposta aos incêndios florestais. Contudo, até o momento, o estado não formalizou o pedido.
O Governo Federal também vem apoiando o governo do estado do Amazonas com o projeto ProAmazon, apoiado pelo Fundo Amazônia com R$ 45 milhões, com pagamentos já realizados em janeiro de 2025 e março de 2026, destinados ao fortalecimento da estrutura do Corpo de Bombeiros Militar do Estado e das ações de prevenção e combate a incêndios florestais e queimadas não autorizadas.
Durante sobrevoo realizado no domingo (11/10), o ministro João Paulo Capobianco identificou diversos focos de incêndio no interior de áreas de floresta preservada, o que levantou suspeitas de ação criminosa. Diferentemente dos incêndios que começam em pastagens e se propagam para a vegetação florestal, os focos observados diretamente no interior da floresta indicam a possibilidade de uso intencional do fogo para degradar a vegetação e favorecer o desmatamento posterior.
As circunstâncias desses incêndios e a eventual identificação dos responsáveis estão sujeitas à investigação pelos órgãos competentes. O MMA ressalta que o uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental, sujeito às penalidades previstas na legislação. E, por isso reforça a orientação para que a população evite o uso do fogo, especialmente durante o período de estiagem, quando as condições climáticas favorecem a propagação das chamas e ampliam os riscos à saúde e ao meio ambiente.
Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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