Preço do etanol sobe nesta semana, diz ANP

26/09/2026
Imagem/LUCAS LACAZ RUIZ/ESTADÃO CONTEÚDO
Imagem/LUCAS LACAZ RUIZ/ESTADÃO CONTEÚDO

Por Revista Formosa

O preço médio do etanol hidratado aumentou nesta semana em 13 estados brasileiros. Houve redução em outros 10 estados e estabilidade em dois estados e no Distrito Federal. No Amapá, onde o litro custa, em média, R$ 5,81, não foi possível fazer a comparação com a semana anterior por falta de cotação no período.

Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilado pela AE-Taxas, o preço médio do etanol nos postos de todo o país avançou 0,49%, passando para R$ 4,10 por litro.

Em São Paulo, principal produtor e consumidor do combustível e estado com maior número de postos pesquisados, o preço médio subiu 1,06%, chegando a R$ 3,81 por litro.

A maior alta da semana foi registrada em Santa Catarina, com aumento de 2,55%, levando o preço médio a R$ 4,43 por litro. Já a maior redução ocorreu no Amazonas, onde o valor caiu 2,84%, para R$ 5,13.

Entre os preços encontrados nos postos, o menor valor foi de R$ 3,09 por litro, em São Paulo. O maior, de R$ 6,59, foi registrado em Pernambuco. Considerando as médias estaduais, São Paulo apresentou o menor preço, enquanto o Amapá teve o maior.

Etanol é mais competitivo que a gasolina em 11 estados e no DF

O levantamento da ANP também aponta que o etanol apresentou vantagem econômica em relação à gasolina em 11 estados e no Distrito Federal.

Na média nacional, o preço do etanol correspondeu a 62,60% do valor da gasolina. Pela referência utilizada no mercado, o biocombustível é considerado mais vantajoso quando essa relação fica em até 70%.

As paridades registradas foram de 66,67% no Acre, 67,41% na Bahia, 66,12% no Distrito Federal, 65,62% em Goiás, 60,26% em Mato Grosso, 60,78% em Mato Grosso do Sul, 66,77% em Minas Gerais, 68,45% no Pará, 63,09% no Paraná, 68,33% em Rondônia, 67,79% em Santa Catarina e 59,91% em São Paulo.

Especialistas do setor ressaltam que a relação de preços não é o único fator para avaliar o consumo, já que o rendimento pode variar de acordo com o veículo. Em determinadas situações, o etanol pode continuar competitivo mesmo quando a paridade supera 70%.

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