Novo terremoto de magnitude 4,9 volta a atingir a Venezuela

Por Revista Formosa
A Venezuela voltou a registrar um terremoto na sexta-feira (26), apenas dois dias após os fortes tremores que devastaram diversas regiões do país. O novo abalo, de menor intensidade, foi sentido por moradores de várias cidades.
Segundo o Centro Sismológico Euro-Mediterrânico (EMSC), o tremor atingiu magnitude 4,9. Já o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou magnitude 4,7. O sismo ocorreu às 18h16 (horário local), com epicentro a cerca de 54 quilômetros de El Limón, no estado de Aragua, e profundidade de 10 quilômetros.
Moradores de Caracas, Maracay, Carabobo, Miranda, La Guaira e do Distrito Capital relataram ter sentido o tremor.
Enquanto isso, o número de vítimas da tragédia provocada pelos terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 registrados na quarta-feira (24) continua aumentando. Segundo autoridades ouvidas pela Associated Press, o total de mortos chegou a 1.430 neste sábado (27).
As equipes de resgate seguem trabalhando pelo terceiro dia consecutivo em busca de sobreviventes. Até a manhã deste sábado, cerca de 68.900 pessoas eram consideradas desaparecidas.
Em La Guaira, uma das áreas mais atingidas, moradores utilizam pás, cordas, máquinas e até as próprias mãos para tentar localizar familiares e vizinhos sob os escombros.
Grande parte das buscas tem sido realizada por voluntários e civis, enquanto cresce a insatisfação com a resposta do governo.
Relatos apontam que muitos militares, bombeiros, policiais e cadetes enviados para a região não estavam preparados para atuar em uma operação de resgate dessa magnitude.
A presidente interina, Delcy Rodríguez, afirmou em pronunciamento na televisão estatal que mais de 14 mil integrantes das forças de segurança e militares foram mobilizados para patrulhar as áreas afetadas.
O acesso às regiões mais devastadas passou a ser controlado, com entrada permitida apenas mediante autorização especial.
Também neste sábado, equipes internacionais de resgate enviadas por diversos países chegaram à Venezuela para reforçar as operações.
O Aeroporto Internacional Simón Bolívar, principal terminal que atende Caracas, sofreu danos com os terremotos.
Uma das pistas voltou a operar, enquanto técnicos dos Estados Unidos trabalham na recuperação da infraestrutura do aeroporto.
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