Família descobre abuso após pergunta de menina de 12 anos a inteligência artificial

01/05/2026
Delegacia da Mulher e do Adolescente de São José dos Pinhais - Foto: Divulgação/Câmara Municipal de São José dos Pinhais
Delegacia da Mulher e do Adolescente de São José dos Pinhais - Foto: Divulgação/Câmara Municipal de São José dos Pinhais

Por Revista Formosa

Um homem de 23 anos foi preso preventivamente nesta sexta-feira (1º), em São José dos Pinhais, suspeito de estuprar a sobrinha de sua noiva, uma menina de 12 anos. 

O caso chamou atenção pela forma como o crime veio à tona: a própria vítima buscou orientação em uma ferramenta de inteligência artificial.

A desconfiança da família começou após a análise do histórico de conversas da criança com o aplicativo. Em uma das mensagens, a menina questionava se estaria "atrapalhando o casamento da tia"

A resposta da ferramenta indicou que a responsabilidade por manter o respeito e a segurança era do adulto, não dela, o que acendeu o alerta entre os familiares.

Diante da situação, os parentes confrontaram o suspeito e localizaram mensagens de conteúdo sexual enviadas por ele à menor. 

O homem havia sido detido em flagrante no último dia 25, mas acabou liberado provisoriamente por decisão judicial que apontava ausência de risco à sociedade.

Conversas da menina com um aplicativo de IA
Conversas da menina com um aplicativo de IA

No entanto, na quinta-feira (30), o Ministério Público apresentou denúncia por estupro de vulnerável e solicitou a prisão preventiva. 

A Justiça acatou o pedido, destacando a necessidade de garantir a proteção da vítima, que relatou ter sido ameaçada para não revelar os abusos, ocorridos desde o fim de 2025.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito confessou o crime no momento da abordagem inicial e foi indiciado por estupro de vulnerável continuado e ameaça. 

A defesa informou que aguarda acesso completo ao processo para se posicionar oficialmente, mas já pediu medidas para assegurar a integridade do acusado no sistema prisional.

Canais para denunciar crimes sexuais

  • Polícia Militar: número 190, em casos urgentes;
  • Polícia Civil: número 197;
  • SAMU: número 192 para emergências médicas;
  • Disque Direitos Humanos: número 100.

As informações são do g1 

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