Casal é encontrado em situação análoga à escravidão durante produção de carvão no Oeste da Bahia

Por Revista Formosa
Um casal foi encontrado trabalhando em condições degradantes na produção e no ensacamento de carvão vegetal em uma fazenda na zona rural de Brejolândia, no Oeste da Bahia. O caso foi registrado na terça-feira (20), e o Ministério Público do Trabalho (MPT) abriu um inquérito na quarta-feira (21) para investigar a suspeita de trabalho análogo à escravidão.
A ocorrência foi identificada durante uma ação da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (CIPPA/Lençóis), da Polícia Militar da Bahia (PMBA).
Durante a fiscalização, os policiais também encontraram indícios de retirada ilegal de vegetação nativa em uma área de aproximadamente cinco hectares. No local, havia cerca de 100 metros cúbicos de madeira empilhada diretamente sobre o solo.
Além do casal, uma terceira pessoa foi encontrada cortando a vegetação. A equipe apreendeu duas motosserras utilizadas na atividade e aproximadamente 30 pacotes de carvão vegetal.
As três pessoas foram encaminhadas à Delegacia Territorial de Brejolândia, onde prestaram depoimento, e liberadas posteriormente, segundo a Polícia Militar.

Bahia tem novos empregadores na lista de trabalho escravo
O caso ocorre em um contexto de atenção à exploração de trabalhadores no estado. Na atualização mais recente da chamada "Lista Suja" do trabalho análogo à escravidão, divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a Bahia teve oito novos empregadores incluídos no cadastro.
Em nível nacional, foram acrescentados 82 empregadores, entre pessoas físicas e jurídicas. Os registros envolvem 553 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em 21 estados brasileiros.
A investigação sobre o caso de Brejolândia deverá apurar as circunstâncias de trabalho encontradas na propriedade e as possíveis irregularidades relacionadas à atividade.
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