Por que não se come carne na Sexta-feira Santa? Entenda o significado da tradição católica

Por Revista Formosa
A Sexta-feira Santa, também chamada de Sexta-feira da Paixão, é uma das datas mais importantes do calendário cristão.
Nesse dia, os fiéis recordam a crucificação e morte de Jesus Cristo, em um momento marcado por silêncio, oração e reflexão.
Dentro da tradição da Igreja Católica, a orientação de não comer carne nesse dia está ligada ao sentido de penitência. Antigamente, a carne — especialmente a vermelha — era associada a festas, abundância e celebrações.
Por isso, deixar de consumi-la na Sexta-feira Santa simboliza um sacrifício voluntário, uma forma de respeito pelo sofrimento de Cristo.
Em substituição, muitos optam pelo peixe, considerado um alimento mais simples e humilde. Além disso, o peixe possui forte simbolismo cristão, já que vários dos apóstolos eram pescadores e o alimento remete à simplicidade vivida por Jesus e seus seguidores.
A prática não surge de um versículo bíblico específico que proíba a carne, mas está relacionada ao espírito de jejum mencionado no Evangelho.
Em Mateus 9:15, o próprio Jesus indica que seus discípulos jejuariam após sua partida, o que fundamenta esse costume ao longo da história.
A orientação oficial vem do Direito Canônico, que estabelece a penitência como um dever dos fiéis, especialmente durante a Quaresma. Na Sexta-feira Santa, essa prática se manifesta de duas formas principais:
- Abstinência: não consumir carne (incluindo aves);
- Jejum: reduzir a quantidade de alimento, geralmente com uma refeição principal e outras leves ao longo do dia.
Mais do que uma regra alimentar, a tradição convida à reflexão espiritual. O gesto de abrir mão de algo considerado prazeroso reforça a ideia de que, nesse período, o foco deve estar na fé, na oração e no significado do sacrifício de Cristo.
Por Ana Beatriz Sousa
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