Polícia Militar da Bahia promove primeira mulher ao posto de coronel em 200 anos de história

Por Revista Formosa
A Polícia Militar da Bahia (PMBA) alcançou um marco histórico ao promover, pela primeira vez, uma mulher ao posto de coronel, o mais elevado da corporação.
A tenente-coronel PM Ivana Teixeira Andrade, integrante do Quadro de Oficiais de Saúde (QOS), passa a integrar o seleto grupo do alto comando da instituição bicentenária, simbolizando um avanço na representatividade feminina nas forças de segurança do estado.
Formada em Odontologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e concluinte do Curso de Comando e Estado-Maior (CCEM) — exigência para ascender ao posto —, a agora coronel Ivana construiu uma trajetória de 32 anos na PMBA, conciliando a atuação na área da saúde com funções estratégicas da carreira militar.
Aos 56 anos, acumula reconhecimentos como a Medalha Marechal Argolo, a Medalha Três Marias e as condecorações pelos 10, 20 e 30 anos de serviços prestados.
Ivana ingressou na corporação aos 24 anos, por meio de concurso para o Quadro de Saúde, logo após se formar.
Segundo relata, à época não tinha plena dimensão do que significava a vida militar, mas a disciplina facilitou a adaptação e possibilitou a construção de uma carreira sólida, que começou no atendimento odontológico e evoluiu para a gestão da Odontoclínica da PM.
Emocionada, a coronel destacou o significado do momento. "Sinto-me honrada por ocupar esse espaço e espero que, em breve, muitas outras mulheres também estejam aqui", afirmou.
As promoções, anunciadas pelo governador Jerônimo Rodrigues e publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE) em 4 de fevereiro, integram um conjunto de 130 avanços na carreira de oficiais, medida que visa recompor o quadro e fortalecer a tropa.
Na mesma ocasião, 11 mulheres alcançaram o posto de tenente-coronel, o segundo mais alto da hierarquia.
Ao comentar os desafios enfrentados pelas mulheres, Ivana ressaltou a multiplicidade de papéis exercidos no dia a dia.
"Nós acumulamos muitas responsabilidades como esposas, mães e filhas. Essa sobrecarga é uma dificuldade, mas também revela a nossa força", concluiu.
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