Polícia Civil deflagra segunda fase da Operação USG e prende nove suspeitos na Bahia e no Piauí

18/11/2025
Fonte/Crédito: ascom-pcba
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Por Revista Formosa

Atualizado 19/11/2025

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta terça-feira (18), a segunda fase da Operação USG, que apura um esquema de desvio de recursos públicos da saúde. 

A ação ocorre simultaneamente nos municípios de Formosa do Rio Preto (BA) e nas cidades de Corrente e Bom Jesus (PI). 

Nove suspeitos foram presos, entre eles um vereador, dois ex-secretários municipais de Saúde, médicos, empresários e demais investigados apontados como parte da estrutura criminosa. 

  1. Raimunda Eliane Soares Pedrosa
  2. Ferdnan Pinheiro Rodrigues
  3. Hildjane Leite
  4. João Rocha Mascarenhas
  5. Maria Raquel de Araújo Santos
  6. Epifânio João da Cruz Neto
  7. Thaiana Raniere Souza da Cunha;
  8. Marina Araújo Santos (Prisão domiciliar)
  9. Wagner Olímpio Rocha

Até a publicação desta matéria, as defesas de Hildjane Leite e João Rocha Mascarenhas não haviam se manifestado, assim como a Câmara de Vereadores e a Prefeitura de Formosa do Rio Preto, que ainda não apresentaram posicionamento oficial.

Cerca de 80 policiais civis participam do cumprimento de mandados judiciais, incluindo equipes do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco-LD), da Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (DECCOR), da 11ª COORPIN (Barreiras/BA) e da Polícia Civil do Piauí

A operação envolve buscas em residências, clínicas e estabelecimentos ligados aos investigados, além do sequestro de bens, bloqueio de contas bancárias e da apreensão de documentos e equipamentos eletrônicos.

Estrutura criminosa e fraudes sistemáticas

Fonte/Crédito: ascom-pcba
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As investigações revelam a existência de uma organização estruturada para desviar verbas da saúde pública por meio de contratos fraudulentos com clínicas, laboratórios e profissionais credenciados pelo município. 

O núcleo central seria formado pelos dois ex-secretários de Saúde, que, com apoio de familiares e empresários, controlavam contratos e direcionavam pagamentos indevidos.

Segundo relatórios técnicos, médicos investigados figuravam como sócios formais de empresas de fachada, enquanto diretores hospitalares validavam procedimentos que nunca aconteceram. 

Entre as clínicas credenciadas pelo município, algumas foram identificadas como essenciais para viabilizar o esquema.

O mecanismo de fraude incluía:

  • Emissão de exames e procedimentos fictícios;

  • Plantões médicos inexistentes;

  • Listas de pacientes com dados inconsistentes;

  • Notas fiscais utilizadas para mascarar atendimentos não realizados;

  • Medicamentos registrados com valores acima do teto da Anvisa;

  • Duplicidade de lançamentos e registros totalmente incompatíveis com a rotina assistencial do município.

Uma das irregularidades mais expressivas foi a quantidade de ultrassonografias lançadas — nove vezes superior à média regional, evidenciando a manipulação de registros para justificar pagamentos fraudulentos.

Prejuízo estimado e continuidade das apurações

Fonte/Crédito: ascom-pcba
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As apurações já identificaram um desvio superior a R$ 12 milhões dos cofres públicos.

Esta segunda fase da Operação USG foi deflagrada após a análise de documentos, mídias e dados coletados na etapa anterior, realizada em dezembro de 2024, o que permitiu identificar novos envolvidos e aprofundar a compreensão da estrutura criminosa.

Veículos, equipamentos eletrônicos, bens patrimoniais e documentação apreendidos durante a operação estão sendo catalogados pelas equipes, que prosseguem com o levantamento detalhado do material.

As investigações permanecem em andamento, e novas diligências não estão descartadas.

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