Patrimônio público e venda de imóveis entram em plano para salvar o BRB após crise bilionária

Por Revista Formosa
O futuro do Banco de Brasília (BRB) passou a ser alvo de preocupação após a revelação de irregularidades envolvendo o Banco Master, investigadas na operação Compliance Zero.
O banco público do Distrito Federal investiu cerca de R$ 16,7 bilhões na tentativa de adquirir a instituição financeira, mas ao menos R$ 12,2 bilhões do valor estão sob suspeita.
A compra foi barrada pelo Banco Central do Brasil, que determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master.
Com isso, ativos que seriam transferidos ao BRB ficaram bloqueados, enfraquecendo o patrimônio da instituição e gerando risco de descumprimento das regras de segurança do sistema bancário.
Riscos enfrentados pelo banco
Especialistas apontam quatro fatores principais que pressionam a situação do BRB:
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Patrimônio insuficiente: o Banco Central calcula que o banco pode precisar de pelo menos R$ 5 bilhões para cumprir exigências regulatórias.
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Problemas de governança: as agências de risco Fitch Ratings e Moody's rebaixaram a nota de crédito do banco para níveis considerados de alto risco.
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Crise de liquidez: cerca de R$ 12 bilhões em créditos considerados de difícil recuperação foram herdados do Banco Master.
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Desconfiança do mercado: há incerteza sobre o tamanho real das perdas e sobre a capacidade de socorro do governo local.
Apesar disso, especialistas afirmam que o risco imediato de quebra ainda é considerado baixo, principalmente porque o banco tem como controlador o Governo do Distrito Federal.
Plano de socorro
Para reforçar o caixa, o BRB apresentou um plano que inclui emissão de novas ações, venda de ativos, recuperação judicial de valores e possível captação de recursos. Entre as alternativas também está um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
A principal medida, porém, envolve o uso de imóveis públicos do Distrito Federal, que podem lastrear uma captação de até R$ 6,6 bilhões no mercado.
A proposta foi aprovada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal e aguarda sanção do governador Ibaneis Rocha.
Lista completa dos imóveis oferecidos como garantia
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SIA, Trecho Serviço Público, Lote F – área da Caesb: R$ 632 milhões
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SIA, Trecho Serviço Público, Lote G: R$ 632 milhões
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SIA, Trecho Serviço Público, Lote I: R$ 364 milhões
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SIA, Trecho Serviço Público, Lote H: R$ 361 milhões
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SIA, Trecho Serviço Público, Lote C – pertencente à CEB: R$ 547 milhões
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SIA, Trecho Serviço Público, Lote B – pertencente à Novacap: R$ 1,02 bilhão
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Centro Metropolitano, Quadra 03, Conjunto A, Lote 01, em Taguatinga – sede do Centro Administrativo do DF: R$ 491 milhões
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"Gleba A", área de 716 hectares na Serrinha do Paranoá, pertencente à Terracap: R$ 2,2 bilhões
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Setor de Áreas Isoladas Norte (SAIN) – antigo lote da Polícia Militar: R$ 239 milhões
Possíveis cenários
Caso as medidas não sejam suficientes, analistas apontam cenários mais extremos, como federalização do banco ou intervenção do Banco Central.
No entanto, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, afirma que a instituição será recapitalizada e deve sair da crise mais forte.
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