Padrasto é preso suspeito de matar bebê após agressões no Rio de Janeiro

06/04/2026

Por Revista Formosa

Um homem identificado como Lukas Pereira do Espírito Santos foi preso pela Polícia Civil do Rio de Janeiro sob suspeita de provocar a morte da enteada, a pequena Maya Costa Cypriano, de apenas 1 ano e 9 meses. Ele passou a ser investigado após apresentar versões contraditórias e, posteriormente, admitir ter agredido a criança.

O caso ocorreu na última quinta-feira (2), na comunidade do Quiririm, em Vila Valqueire, Zona Oeste da capital fluminense. De acordo com as investigações, o suspeito estava sozinho com a menina no momento das agressões. 

A principal linha apurada aponta que ele teria se irritado com o choro da criança e a atingido com golpes, principalmente na região abdominal.

Após o ocorrido, a vítima ficou em estado grave, mas não foi socorrida de imediato. Em vez disso, o homem teria apenas enviado mensagens à mãe informando que a filha não estava bem. 

Quando a criança foi levada a uma unidade de saúde, já chegou sem sinais vitais. Inicialmente, o caso foi registrado como verificação de óbito.

Com a identificação de marcas de violência no corpo, a ocorrência foi encaminhada à Delegacia de Homicídios da Capital, que assumiu a investigação. 

Exames periciais confirmaram lesões compatíveis com agressões severas e indicaram a possibilidade de episódios anteriores de maus-tratos.

No dia da tragédia, a mãe da criança estava em uma entrevista de emprego. Durante o velório, ela afirmou não desconfiar de atitudes violentas do companheiro, a quem considerava uma importante rede de apoio. Ela só retornou para casa após receber mensagens informando que a filha passava mal.

Entretanto, relatos de familiares paternos indicam que o suspeito demonstrava comportamento possessivo e já teria feito comentários de incômodo com a presença da criança no relacionamento.

Diante das evidências e das contradições no depoimento, a Justiça determinou a prisão temporária do investigado por 30 dias, com aval do Ministério Público. A Polícia Civil segue apurando o caso para esclarecer todos os detalhes e verificar se houve outros envolvidos ou negligência anterior.

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