Onça é avistada em quintal de residência e mobiliza equipes em LEM

Por Revista Formosa
Uma onça foi vista no quintal de uma casa no bairro Tropical Ville II, em Luís Eduardo Magalhães (LEM), na manhã desta terça-feira (20), por volta das 7h, o que gerou preocupação entre moradores da área.
Após o registro da ocorrência, equipes do Corpo de Bombeiros Militar, da 2ª Companhia do 17º Batalhão (2ª CIA/17º BBM), foram enviadas ao local para atuar na contenção do animal.
O Grupo de Proteção Ambiental (GPA) também acompanha a ação e presta apoio à operação.
Segundo as informações iniciais, um médico veterinário foi acionado e ficará responsável pela sedação da onça, medida necessária para garantir a segurança dos moradores, dos profissionais envolvidos e do próprio animal.
Até o momento, o felino ainda não foi capturado.

Segundo o biólogo Marcos Reis, isso acontece porque a perda e a fragmentação do habitat, causadas pelo avanço das lavouras, pastagens e estradas, reduzem o espaço disponível para que as onças-pintadas e pardas possam viver e caçar.
Com o território cada vez menor, esses animais acabam se aproximando de cidades e vilas rurais. O avanço do agronegócio diminui significativamente a população de animais silvestres, que constituem a principal fonte de alimento das onças.
Sem presas suficientes na mata, as onças passam a caçar gado, porcos e cães, o que explica a maior circulação desses felinos próximos a áreas urbanas, onde a oferta de alimento é mais fácil.
Animais domésticos que costumam ficar soltos representam, para a onça, uma presa que exige menos esforço, aumentando o risco de aproximação com os seres humanos.
As onças têm comportamento discreto e hábitos predominantemente noturnos. Elas evitam o contato humano e são mais ativas à noite; por isso, muitas vezes, só são registradas por câmeras.
"Não é a onça que invade". Do ponto de vista ambiental, quem avançou foi o ser humano. Cidades e fazendas cresceram sobre áreas que antes faziam parte do território natural das onças.
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