Homem usava perfis falsos para chantagear crianças na internet; ao menos 12 vítimas já foram identificadas

Por Revista Formosa
A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (27), a Operação Rapina, com o objetivo de interromper uma série de crimes de abuso e exploração sexual infantojuvenil na internet.
A ofensiva ocorreu nos municípios de Ibipitanga e Barreiras, na Bahia, resultando na apreensão de materiais e no cumprimento de mandados de prisão contra um investigado de alta periculosidade.
O Modus Operandi do Suspeito
As investigações, apoiadas por órgãos internacionais de proteção à infância, revelaram um esquema estruturado de aliciamento. O criminoso agia da seguinte forma:
Perfis Falsos: Criava identidades fakes em redes sociais, muitas vezes fingindo ser uma criança do sexo feminino para ganhar a confiança das vítimas.
Extorsão e Chantagem: Após obter fotos ou vídeos íntimos, ele passava a ameaçar os menores, afirmando que divulgaria o conteúdo para parentes e amigos caso não recebesse novos materiais.
Revitimização: Em muitos casos, o investigado cumpria as ameaças e expunha as vítimas publicamente, além de usar imagens de vítimas antigas para atrair novos alvos.
Histórico Criminal e Vítimas
O homem já possuía uma trajetória extensa no sistema judiciário, com condenações que somam 14 anos de reclusão por estupro e crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Ele era considerado foragido pela justiça do Amazonas e do Tocantins.
Até o momento, a perícia identificou 12 vítimas diretas, mas a Polícia Federal acredita que o número real de crianças e adolescentes atingidos seja significativamente maior, dada a habitualidade com que o suspeito operava diversos números de telefone e contas digitais.
Próximos Passos da Investigação
Com os dispositivos eletrônicos apreendidos hoje, a PF focará em:
Identificar novas vítimas ainda não catalogadas.
Mapear a rede de compartilhamento desses arquivos ilícitos.
Consolidar as provas para as novas acusações, que incluem estupro de vulnerável e produção de material de abuso sexual.
Dicas de Segurança Digital
Para proteger menores de abordagens criminosas, especialistas recomendam o uso de ferramentas de controle parental (como o Google Family Link), a configuração de perfis como "privados" e, sobretudo, o diálogo aberto sobre os riscos de interagir com desconhecidos.
É essencial orientar as crianças a nunca compartilharem imagens íntimas ou dados de rotina e a relatarem imediatamente qualquer comportamento suspeito ou chantagem, garantindo que o medo não as impeça de buscar ajuda familiar antes que o dano se agrave.
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