Formosa do Rio Preto recebeu Audiência Pública sobre projeto de linha de transmissão de R$ 470 milhões

Por Revista Formosa
Uma audiência pública realizada na quarta-feira (25), no auditório do CETEP Almir Teixeira, em Formosa do Rio Preto, oeste da Bahia, apresentou detalhes do projeto de implantação de uma linha de transmissão de energia e subestação no município.
O encontro contou com a presença do prefeito Neo Araújo, da primeira-dama Luciane Brandão, secretários municipais, vereadores e da presidente da Câmara, Odília Naiara, além de representantes de entidades e empresários.
Também participaram o presidente da AcriFor, Sabino Filho, o presidente da CDL-Formosa, Abelardo Fernandes, o empresário e ex-prefeito Gerson Bonfantti e representantes de diversos segmentos da sociedade civil.
Após as apresentações do IBAMA, representado pelo presidente da audiência, Felipe Ramos; da empresa EDP Brasil, representada por Danilo Palma; e da consultoria Caruso, representada por Hannah Amaral, foi aberto espaço para perguntas, sugestões e esclarecimento de dúvidas da população.
O prefeito Neo Araújo destacou a importância da audiência, parabenizou as empresas e afirmou que o empreendimento é um sonho que acompanha desde 2005, em seu primeiro mandato.
Neo disse que a proposta é desenvolver sem comprometer o meio ambiente, classificou o momento como histórico e colocou a Prefeitura à disposição para apoiar o início das obras.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Isael Rocha, a construção da linha de transmissão será um grande passo para viabilizar a instalação de empresas em Formosa do Rio Preto.
Projeto e investimento
O empreendimento integra o Lote 7 do leilão da ANEEL e prevê a implantação de duas linhas de transmissão de 230 kV interligando subestações entre Bahia, Tocantins e Piauí, além da construção da Subestação Formosa do Rio Preto.
O investimento estimado é de aproximadamente R$ 470 milhões.
Segundo a apresentação do empreendedor, as linhas terão cerca de 316 km de extensão e 627 torres, abrangendo sete municípios em três estados.
O objetivo é ampliar a capacidade de escoamento de energias renováveis e permitir a instalação de novas indústrias, gerando desenvolvimento regional.
Empregos e prazo

Durante a fase de construção, prevista para durar cerca de dois anos, o projeto deve gerar aproximadamente 900 empregos. Após a conclusão das obras, a operação deve manter cerca de 20 postos de trabalho.
Há ainda a possibilidade de a sede administrativa do empreendimento ficar instalada em Formosa do Rio Preto, o que pode ampliar os impactos econômicos no município.
Licenciamento ambiental
De acordo com o Ibama, o processo segue as etapas de licenciamento ambiental, que incluem estudos de impacto (EIA/RIMA), audiências públicas e análise técnica antes da emissão das licenças prévia, de instalação e de operação.
O órgão é responsável por avaliar e acompanhar os impactos ambientais das obras.
A expectativa apresentada durante a audiência é que o licenciamento ambiental seja liberado no início do segundo semestre deste ano, permitindo o avanço do cronograma do projeto.
Impactos e medidas ambientais
Os estudos ambientais apontam que o empreendimento está inserido no bioma Cerrado e prevê a adoção de programas de controle de erosão, recuperação de áreas degradadas, monitoramento da fauna e contratação de mão de obra local, entre outras medidas socioambientais.
A audiência pública teve como objetivo apresentar o projeto à população, garantir transparência e coletar contribuições da comunidade antes da decisão final sobre a viabilidade ambiental da obra.
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