Formosa do Rio Preto, marcada pela Operação Faroeste, terá mutirão judicial para destravar processos

16/03/2026
A criação do grupo é uma resposta ao histórico de conflitos jurídicos e à necessidade de regularização no agronegócio local  |  Foto: Revista Formosa
A criação do grupo é uma resposta ao histórico de conflitos jurídicos e à necessidade de regularização no agronegócio local | Foto: Revista Formosa

Por Revista Formosa

A Vara de Jurisdição Plena de Formosa do Rio Preto, no extremo oeste da Bahia, será alvo de um novo trabalho de revisão e organização de processos nos próximos meses. 

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) instituiu um Grupo de Saneamento da Corregedoria-Geral para atuar na unidade judicial e em outras quatro comarcas do interior do estado, com o objetivo de reduzir o acúmulo de ações e melhorar o andamento dos processos.

A região de Formosa do Rio Preto já esteve no centro de investigações relacionadas à Operação Faroeste, que revelou um esquema envolvendo disputas de terras, grilagem e suspeitas de venda de decisões judiciais. 

Desde então, o Judiciário local tem sido acompanhado com maior atenção. 

A criação do grupo de trabalho é vista como uma tentativa de reorganizar o fluxo processual em uma área considerada estratégica para o agronegócio e para a segurança jurídica.

Comarcas atendidas e prazo

Além de Formosa do Rio Preto, o mutirão também ocorrerá nas comarcas de Cocos, Ipiaú, Barreiras e Ibotirama.

O decreto foi assinado pelo presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, José Rotondano, e pelo corregedor-geral, Salomão Resedá

O documento estabelece que os trabalhos devem ocorrer até 31 de julho de 2026.

Entre as principais metas da força-tarefa estão:

  • eliminar processos que estejam parados há mais de 120 dias;

  • revisar todas as ações criminais com réus presos;

  • alcançar os índices de produtividade estabelecidos pelo Conselho Nacional de Justiça.

Monitoramento eletrônico

A equipe será composta por 16 magistrados e quatro servidores, que tiveram férias e licenças suspensas durante o período de atuação do grupo.

A produtividade será acompanhada por meio do sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe), que permitirá rastrear o desempenho individual dos integrantes pelo CPF. 

Segundo o ato normativo, qualquer indício de inércia ou baixo rendimento poderá resultar na abertura de procedimentos disciplinares.

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