Ferrovia de 1.708 km vai ligar o interior do Brasil ao litoral da Bahia

Por Revista Formosa
Um dos maiores projetos de infraestrutura do país está em andamento e promete transformar a logística nacional.
A integração entre a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO) e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) vai formar um corredor ferroviário de 1.708 quilômetros, conectando regiões produtoras do interior diretamente ao litoral baiano.
A proposta é criar uma rota mais eficiente para o transporte de grãos, minérios e cargas industriais, reduzindo custos e ampliando a competitividade brasileira no mercado externo.
Como funciona o corredor ferroviário
O projeto une trechos em construção e planejamento, formando um eixo contínuo de transporte de cargas:
- FICO I: entre Água Boa (MT) e Mara Rosa (GO) – 383 km
- FIOL 3: de Mara Rosa (GO) a Correntina (BA) – 840 km
- FIOL 2: entre Barreiras e Caetité (BA) – 485 km
A conexão final será com o porto em Ilhéus, no sul da Bahia, garantindo acesso direto ao litoral e facilitando a exportação.
Impactos para a logística
A nova ferrovia deve reduzir a dependência do transporte rodoviário, hoje predominante no país.
Com maior capacidade de carga e menor custo por tonelada transportada, o modal ferroviário tende a trazer mais eficiência e previsibilidade ao escoamento da produção.
Regiões produtoras do interior, especialmente no Oeste baiano e no Centro-Oeste, devem ser diretamente beneficiadas com a nova rota.
Avanços do projeto

Entre os destaques recentes está o lançamento de edital para a expansão da FIOL 2, com investimento estimado em R$ 507,1 milhões.
O trecho inclui cerca de 35,7 quilômetros entre Guanambi e Caetité, além de ajustes no traçado para melhorar a execução da obra.
O que muda no longo prazo
Mais do que uma obra isolada, o corredor ferroviário representa uma mudança estratégica na logística brasileira.
A expectativa é fortalecer a integração entre regiões produtoras e portos, ampliar a capacidade de exportação e tornar o transporte de cargas mais competitivo.
Com isso, o interior do país passa a ter uma ligação mais direta e eficiente com o litoral da Bahia, consolidando a ferrovia como peça-chave para o desenvolvimento econômico.
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