EUA avaliam classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas

09/03/2026

Por Revista Formosa

O governo dos Estados Unidos avalia incluir duas das principais facções criminosas do Brasil — o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) — na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras. 

A medida, que estaria em fase final de análise dentro do Departamento de Estado, pode ser anunciada nas próximas semanas.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa internacional, documentos técnicos sobre as atividades das facções já foram preparados e analisados por diferentes órgãos do governo norte-americano. 

O material agora aguarda etapas políticas finais antes de ser encaminhado ao Congresso dos EUA e posteriormente publicado no Registro Federal, o que formalizaria a classificação.

Caso a decisão seja confirmada, os integrantes dessas organizações passariam a enfrentar uma série de sanções no território norte-americano. 

Entre as medidas previstas estão o bloqueio de bens, restrições ao uso do sistema financeiro dos Estados Unidos e a proibição de qualquer tipo de apoio material por cidadãos ou empresas americanas.

A proposta segue uma estratégia adotada pelo governo do presidente Donald Trump, que vem ampliando a lista de organizações criminosas latino-americanas tratadas como grupos terroristas. 

Cartéis do México, como o Cartel de Sinaloa e o Cartel Jalisco Nova Geração, além de organizações da Colômbia, Haiti e Equador, já foram enquadrados nesse modelo.

No Brasil, a possível classificação tem gerado preocupação no meio diplomático. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem demonstrado resistência à iniciativa e busca diálogo com autoridades norte-americanas para discutir os impactos da medida. 

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, tenta abrir um canal de conversa com representantes do Departamento de Estado.

Especialistas apontam que a designação como organização terrorista pode ampliar a cooperação internacional no combate ao crime organizado, mas também levanta debates sobre soberania e eventuais ações externas em territórios onde esses grupos atuam.

Relatórios de segurança dos Estados Unidos apontam que o PCC possui presença em grande parte do território brasileiro e mantém ramificações em vários países, além de participação em redes internacionais de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Nos bastidores diplomáticos, a discussão também envolve questões políticas e estratégicas na relação entre Brasil e Estados Unidos. A expectativa é que a decisão final seja conhecida após a conclusão dos trâmites internos do governo norte-americano e análise do Congresso.

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