Envolvidos na morte da cantora gospel Sara Freitas são condenados por feminicídio na Bahia

26/03/2026
Imagem/RedeSocial
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Por Revista Formosa

Os três acusados de participação na morte da cantora gospel Sara Freitas foram condenados pelo Tribunal do Júri a penas que, somadas, se aproximam de 100 anos de prisão em regime fechado.

O julgamento ocorreu no Fórum Desembargador Gerson Pereira dos Santos, em Dias d'Ávila, na Região Metropolitana de Salvador, e foi concluído na noite desta quarta-feira (25), após dois dias de sessão.

Foram condenados:

  • Ederlan Santos Mariano, marido da vítima e apontado como mentor do crime, a 34 anos e 5 meses de prisão;
  • Victor Gabriel Oliveira Neves, condenado a 33 anos e 2 meses, por segurar a vítima durante o ataque;
  • Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como Bispo Zadoque, condenado a 28 anos e 6 meses, por executar o assassinato.

Os três foram considerados culpados por feminicídio qualificado por motivo torpe, ocultação de cadáver e associação criminosa.

A decisão foi tomada por sete jurados, que analisaram 42 quesitos apresentados pelo juiz responsável pelo caso. A pena foi fixada conforme prevê o Código Penal.

Com a sentença, todos os quatro envolvidos no crime já foram condenados. O quarto acusado, Gideão Duarte de Lima, havia sido julgado anteriormente e recebeu pena de 20 anos e 4 meses de prisão.

Crime chocou a Bahia

Sara Freitas foi assassinada com 22 facadas após ser atraída para um falso evento religioso, em 24 de outubro de 2023. O corpo foi encontrado no município de Dias d'Ávila, onde o caso passou a tramitar judicialmente.

Julgamento durou dois dias

A sessão teve início na manhã de terça-feira (24) e foi marcada por depoimentos, confrontos entre defesa e magistrado e momentos de forte emoção.

Ao todo, 17 testemunhas foram ouvidas, incluindo familiares da vítima. A mãe de Sara relatou um relacionamento conturbado da filha, mencionando dependência financeira, ameaças e conflitos com o marido.

Durante os depoimentos, o réu Weslen (Bispo Zadoque) confessou o crime e afirmou que Ederlan seria o mandante, versão negada pelo acusado.

No segundo dia, ocorreram os debates entre acusação e defesa, seguidos de votação do júri e leitura da sentença no fim da noite.

Segundo o advogado da família, Rogério Matos, a condenação representa "a maior pena já aplicada em um caso de feminicídio no Brasil".

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