Envolvidos na morte da cantora gospel Sara Freitas são condenados por feminicídio na Bahia

Por Revista Formosa
Os três acusados de participação na morte da cantora gospel Sara Freitas foram condenados pelo Tribunal do Júri a penas que, somadas, se aproximam de 100 anos de prisão em regime fechado.
O julgamento ocorreu no Fórum Desembargador Gerson Pereira dos Santos, em Dias d'Ávila, na Região Metropolitana de Salvador, e foi concluído na noite desta quarta-feira (25), após dois dias de sessão.
Foram condenados:
- Ederlan Santos Mariano, marido da vítima e apontado como mentor do crime, a 34 anos e 5 meses de prisão;
- Victor Gabriel Oliveira Neves, condenado a 33 anos e 2 meses, por segurar a vítima durante o ataque;
- Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como Bispo Zadoque, condenado a 28 anos e 6 meses, por executar o assassinato.
Os três foram considerados culpados por feminicídio qualificado por motivo torpe, ocultação de cadáver e associação criminosa.
A decisão foi tomada por sete jurados, que analisaram 42 quesitos apresentados pelo juiz responsável pelo caso. A pena foi fixada conforme prevê o Código Penal.
Com a sentença, todos os quatro envolvidos no crime já foram condenados. O quarto acusado, Gideão Duarte de Lima, havia sido julgado anteriormente e recebeu pena de 20 anos e 4 meses de prisão.
Crime chocou a Bahia
Sara Freitas foi assassinada com 22 facadas após ser atraída para um falso evento religioso, em 24 de outubro de 2023. O corpo foi encontrado no município de Dias d'Ávila, onde o caso passou a tramitar judicialmente.
Julgamento durou dois dias
A sessão teve início na manhã de terça-feira (24) e foi marcada por depoimentos, confrontos entre defesa e magistrado e momentos de forte emoção.
Ao todo, 17 testemunhas foram ouvidas, incluindo familiares da vítima. A mãe de Sara relatou um relacionamento conturbado da filha, mencionando dependência financeira, ameaças e conflitos com o marido.
Durante os depoimentos, o réu Weslen (Bispo Zadoque) confessou o crime e afirmou que Ederlan seria o mandante, versão negada pelo acusado.
No segundo dia, ocorreram os debates entre acusação e defesa, seguidos de votação do júri e leitura da sentença no fim da noite.
Segundo o advogado da família, Rogério Matos, a condenação representa "a maior pena já aplicada em um caso de feminicídio no Brasil".
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