Duas Gerações Para a História de Formosa do Rio Preto

Por José Paes Landim
Duas gerações representativas da história de Formosa. Não se há de negar que haveríamos de lembrar de pessoas outras especiais que enriqueceram a história de nossa Formosa, quer pela composição das virtudes que compuseram seus perfis humanos, culturais etc., quer pelo quanto contribuíram para seu desenvolvimento e progresso.
Tais circunstâncias, todavia, não invalida a ideia do Erivaldo Carvalho ao eleger Sândalo e o Lelis, como lídimos representantes de duas gerações, que, mercê da contribuição de ambos, se sentiram ditas gerações mais enriquecidas.
Ontem, tivemos José Lelis, que, adotando a então Vila Formosa como sua Terra Natal, para lá levou seus sonhos, dentre os quais, cobrindo a ausência de médicos, os substituiu com admirável proficiência, atendendo a todos indistintamente com problemas de saúde, fornecendo-lhes, inclusive, de sua farmácia, os remédios por ele receitados. Detinha, como poucos, os segredos da farmacologia.

Essa era uma de suas qualidades, porque, em maior destaque, tínhamo-lo como jornalista, poeta e escritor, enfim como um intelectual, como um homem de letras, defensor intransigente do progresso e de tudo mais que refletisse no desenvolvimento de Formosa, homenageando-a, em momento feliz, com a letra do Hino "O DIA D", de sua emancipação como cidade, do que nos dá conta a Lei 1590, de 21/12/1961, assinada pelo então governador da Bahia Juracy Magalhães, a cujo ato de assinatura de ferida lei estivemos presentes, eu e meu irmão, no Palácio Rio Branco, sendo desnecessário falar-lhe de nossa alegra a respeito.
Hoje, vamos falar do amigo, compositor e poeta Sândalo Nogueira, como um dos lídimos representantes dessa nova geração, a quem não apenas os filhos de Formosa, mas ela própria, nunca deixará de manifestar seu reconhecimento pela sua luta em defesa dos seus interesses maiores, especialmente no que toca à preservação do melo ambiente, com foco mais direto no nosso Rio Preto, merecedor de todos os cuidados, para que não se tore, de vez, vítima implacável da ação predatória do homem.
"A Voz do Rio", por si só, fala da beleza de sua luta na defesa desse rio de nossas melhores reminiscências e do quanto essa sua composição musical vem atingindo a consciência ecológica, dentro do que ela se propõe.
Hino de Formosa do Rio Preto

O Dia D
(José Lélis e Isabel Carvalho Mendes )
O Dia D' chegou
Um novo sol raiou
No céu da terra amada
Findou-se a noite atroz na escuridão
E é dia claro e ameno ao coração
Da que era escravizada
Liberdade ainda que tarde
Brada feliz o povo esperançoso
Sentindo que altaneira pode andar
Eis que domina a liberdade amiga
A opressão, a vilania e até a intriga
Abaixo vão ficar
O Dia D chegou A que era só Formosa
E hoje honrada, ufana e gloriosa
O tempo da amargura já passou
Dentre as noveis comunas da Bahia,
A nossa está soberba de alegria
O Dia 'D' esteve longe más chegou
Congrega já teu povo minha terra
Sob a doce unção que só constrói
Jamais consintas que se faça guerra
Por tudo que o tempo ao fim sempre corrói
Que os teus filhos pelo teu futuro
Vejam que o homem mais vale que o ouro
O progresso, a paz
Mais vale que o poder
Pois sendo assim,
Formosa tu hás de ser.
A VOZ DO RIO

(Sândalo Nogueira e Laércio Correntina)
É tão lindo sua flor e cor
Verdadeira essa canção de dor
Rio Preto, rio índio
Rio farto, rio amor
No caminho para o mar
Toca as águas ribeirão
Todo o verde tanta fauna
Tanta flora pro sertão
Mas o homem bota o dedo
Dedo de má criação
Lá se vai o cajueiro
Jatobá meu coração
Buriti e aroeira, murici, jacarandá
Tamburi, canjarana
Olha o cedro, que aflição!
Chora peixe, chora rio
Chora sombra do pomar
Chora verde, choro do azul
Chora o canto do lugar
Rio Preto, rio mar
Rio Formosa, o lugar
Natureza, natura
Resistiu, resistirá
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