Ditadura do Irã reprime protestos e número de mortos passa de 16 mil

21/01/2026
Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei. Foto/Reprodução/wikimedia commons
Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei. Foto/Reprodução/wikimedia commons

Por Revista Formosa

Um recente levantamento médico aponta que a repressão às manifestações no Irã resultou na morte de entre 16 500 e 18 000 pessoas, número que supera amplamente as estimativas oficiais divulgadas pelo governo de Teerã. 

Segundo médicos que atuam no país e que ajudaram a compilar os dados, a maioria das vítimas teria menos de 30 anos, e centenas de milhares teriam ficado feridas durante os confrontos com as forças de segurança.

As manifestações começaram no final de dezembro de 2025, inicialmente motivadas por insatisfação com a deterioração das condições econômicas e o aumento do custo de vida. 

Ao longo das semanas, os protestos se transformaram em um amplo movimento contra o governo teocrático que está no poder desde a Revolução Islâmica de 1979.

Relatórios indicam que forças estatais, incluindo a Guarda Revolucionária, usaram força letal contra manifestantes em diversas cidades do país, apesar dos pedidos por protestos pacíficos. 

O apagão quase total da internet imposto pelas autoridades dificultou a obtenção de informações diretas de dentro do país, o que torna especialmente desafiador confirmar os números com precisão em tempo real.

Organizações de direitos humanos e observadores internacionais classificam a repressão como extremamente violenta, com relatos de disparos com munição real contra civis e um número elevado de feridos graves, incluindo muitos jovens. 

Grupos médicos descrevem o episódio como uma das fases mais mortíferas de repressão contra protestos na história recente do Irã. 

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