Charles Barreto afirma que reatou casamento após episódio envolvendo Luiz Carlos da Silva

Por Revista Formosa
Durante depoimento prestado na cidade de Irecê, na Bahia, Charles Barreto afirmou que, após o episódio envolvendo seu sogro, Luiz Carlos da Silva, reatou o relacionamento com a esposa, Cristiane, filha do agricultor, com quem está casado há quase 15 anos.
Segundo Charles, o casal tem duas filhas: uma biológica e outra do primeiro relacionamento de Cristiane. Quando se casaram, ela já era mãe de Ana Luiza, que tinha seis meses de idade. À época do episódio, a criança estava com quatro anos e, após os acontecimentos, passou a morar com a avó.
De acordo com relatos constantes no processo, a menina contou aos avós que o padrasto teria agredido a mãe em mais de uma ocasião e quebrado o celular dela durante uma discussão. Atualmente, as filhas do casal têm 15 e 11 anos.
Em seu depoimento, Charles declarou que não se recorda com clareza dos fatos envolvendo as agressões contra a esposa. Ele afirmou que pode ter havido um empurrão e admitiu a possibilidade de estar sob efeito de álcool na ocasião.
Ao relembrar o confronto com o sogro, Charles se emocionou ao relatar as agressões que sofreu.
Segundo ele, levou tapas no rosto, foi atingido com tacas — instrumento utilizado para conduzir animais — e sofreu pancadas com uma faca de grande porte, semelhante às usadas em açougues, chegando a quebrar a lâmina.

O caso ocorreu após Luiz Carlos tomar conhecimento de que a filha teria sido vítima de violência doméstica. Conforme já divulgado em outras matérias, o agricultor foi acusado de amarrar o genro e aplicar cerca de 80 chibatadas.
O processo tramitou por quase dez anos e foi julgado pelo Tribunal do Júri de Irecê, que absolveu o réu por unanimidade em 14 de novembro de 2025, ao entender que não houve intenção de matar e que ele agiu sob forte abalo emocional.
No depoimento, Charles afirmou que, após o episódio, reatou o casamento com Cristiane e que nunca mais houve agressões no relacionamento. Já Luiz Carlos declarou, em julgamento, que sua intenção não era matar o genro, mas repreendê-lo e impedir novas agressões contra a filha.
Inicialmente denunciado por tentativa de homicídio, o réu foi absolvido pelo Conselho de Sentença. Os jurados entenderam que não houve intenção de matar e consideraram o contexto de violência doméstica que envolvia o caso.
@revista.formosa Um pai viu a filha machucada — e decidiu fazer justiça com as próprias mãos Um pai viu a filha escondendo hematomas debaixo de roupas longas no calor de Irecê - Bahia Quando descobriu que o genro batia nela “para impor respeito”, ele não chamou a polícia. Chamou o próprio instinto. Amarrou o agressor e o golpeou até a faca quebrar. Foi acusado de tentativa de homicídio. Dez anos depois, veio o julgamento. Os jurados decidiram: ele não tentou matar. A pergunta que ficou na cidade não foi jurídica — foi moral. Até onde vai o limite de um pai quando a filha apanha dentro de casa? Matéria Completa: https://www.revistaformosa.com/l/sogro-e-absolvido-apos-agredir-genro-ao-descobrir-violencia-contra-a-filha/
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