Carine Dias de Sousa transforma fé em missão espiritual e liderança religiosa

Por Mariano França – Colunista da Revista Formosa
A trajetória espiritual de Carine Dias de Sousa começou cedo. Aos 12 anos, ela iniciou sua caminhada religiosa no Vale do Amanhecer, onde teve os primeiros contatos com a mediunidade e os fundamentos da fé espiritualista.
Segundo Carine, sua entrada nesse universo não aconteceu por escolha própria, mas por convite. Foi durante uma festa dedicada a Zé Pilintra que recebeu o chamado para integrar oficialmente a casa como médium.
A partir desse momento, passou a desenvolver seus dons espirituais e permaneceu por sete anos atuando na instituição.
Com o amadurecimento espiritual e a experiência adquirida, Carine decidiu abrir seu próprio templo.
Desde então, assumiu a missão de "mãe no santo", conduzindo os trabalhos espirituais e orientando os membros da casa dentro dos fundamentos religiosos.
Fundamentos e princípios da casa
No templo liderado por Carine, os trabalhos são guiados por princípios como:
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Monoteísmo — crença em um Deus único
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Culto aos orixás
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Caridade
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Humildade
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Desenvolvimento da mediunidade
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Lei da causa e efeito (carma)
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Prática constante da fé
Entre as entidades cultuadas estão:
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Oxalá
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Iemanjá
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Oxóssi
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Ogum
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Yansã
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Cosme e Damião
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Exus
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Pomba Gira
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Pretos-velhos
A casa atua com as chamadas "linhas da direita e da esquerda", dentro da tradição das religiões de matriz afro-brasileira, sempre enfatizando a responsabilidade espiritual e o atendimento aos consulentes.
Celebração a Iemanjá
No último dia 2 de fevereiro, data tradicionalmente dedicada a Iemanjá, rainha do mar e senhora das águas, o templo realizou uma celebração especial.
Com 12 membros dividindo funções e responsabilidades, a preparação incluiu a organização das oferendas e dos rituais. O grupo saiu do templo às 15h em direção ao local da cerimônia.
Durante o evento, foram realizados descarregos espirituais nos consulentes presentes. Em seguida, houve a tradicional entrega da barca com as oferendas a Iemanjá, momento que marcou o encerramento da assembleia religiosa.
Para Carine, a celebração representa mais do que um ritual: é a reafirmação da fé, da união do grupo e do compromisso com a caridade e o serviço espiritual.
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