Capitão Alden pede esclarecimentos ao Governo sobre suposta base chinesa na Bahia

04/03/2026
Estados Unidos confirma que⁩ China criou base próximo ao radiotelescópio Bingo - Foto: Divulgação/Secom-PB
Estados Unidos confirma que⁩ China criou base próximo ao radiotelescópio Bingo - Foto: Divulgação/Secom-PB

Por Revista Formosa

O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) anunciou que encaminhará ofícios ao Ministério da Defesa e ao Itamaraty solicitando informações oficiais sobre a possível atuação de uma estrutura ligada à China no território baiano. 

O questionamento surgiu após a divulgação de um relatório do Congresso dos Estados Unidos, publicado em 26 de fevereiro, que menciona a existência de uma estação terrestre com potencial estratégico no Brasil.

Segundo o documento, a instalação estaria situada na chamada Estação Terrestre de Tucano, operada pela empresa aeroespacial brasileira Alya Space, cuja sede fica em Salvador, na Avenida Tancredo Neves. 

A companhia mantém parceria com a chinesa Beijing Tianlian Space Technology.

De acordo com o parlamentar, é necessário saber se o governo federal tem conhecimento formal sobre as atividades da empresa e sobre os contratos firmados com parceiros estrangeiros. 

Ele também quer esclarecimentos quanto ao acompanhamento da Agência Espacial Brasileira e ao eventual compartilhamento de dados estratégicos.

"É fundamental entender se o Ministério da Defesa avaliou os impactos dessa cooperação e se o Itamaraty tem ciência oficial dos acordos. Estamos falando de contratos que ultrapassam US$ 670 milhões. Precisamos ter segurança de que a soberania nacional está preservada", afirmou Alden.

Capitão Alden | Foto: Divulgação
Capitão Alden | Foto: Divulgação

Debate sobre soberania e segurança

O relatório norte-americano aponta que a estação teria capacidade de rastrear ativos espaciais e monitorar comunicações, o que ampliou o debate sobre possíveis reflexos na segurança nacional. 

O deputado destacou que, diante do cenário internacional marcado por tensões geopolíticas, é imprescindível transparência sobre qualquer acordo que envolva tecnologia sensível.

Especialistas explicam que estações terrestres não funcionam apenas como antenas convencionais. Elas podem desempenhar papel estratégico no acompanhamento de satélites, na recepção de sinais e no suporte a operações espaciais. 

Dependendo da finalidade e do controle exercido, essa infraestrutura pode ter uso civil, comercial ou até militar.

Entre os pontos levantados estão:

  • Rastreamento orbital: possibilidade de identificar a posição de satélites em operação;

  • Recepção de sinais: captação de dados transmitidos do espaço para a Terra;

  • Uso dual: tecnologias que podem atender tanto fins civis quanto aplicações militares.

A preocupação central apresentada pelo parlamentar é se há fiscalização rigorosa por parte das autoridades brasileiras e se todas as informações coletadas permanecem sob controle nacional.

O que está em discussão

A Ayla Space se apresenta como empresa voltada ao mercado espacial civil, mas suas parcerias internacionais colocaram o empreendimento no centro de um debate político. 

O volume financeiro mencionado no relatório estrangeiro e a localização estratégica da base, com janela privilegiada para comunicações no Atlântico Sul, reforçaram os questionamentos.

Até o momento, o governo federal não divulgou posicionamento oficial detalhado sobre o teor do relatório citado pelo deputado. 

A expectativa é que, após o envio dos ofícios, o Ministério da Defesa e o Itamaraty se manifestem esclarecendo se há acompanhamento institucional e quais são os limites da cooperação firmada.

O tema deve continuar repercutindo nos próximos dias, especialmente no Congresso Nacional, onde parlamentares da base e da oposição cobram mais transparência sobre acordos internacionais na área espacial.

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