Candeeiro iluminou gerações e ainda resiste no interior de Formosa do Rio Preto

09/04/2026

Por Mariano França – Colunista da Revista Formosa

Durante décadas, o candeeiro foi essencial para iluminar a vida de milhares de famílias em todo o Brasil.

Em Formosa do Rio Preto, no oeste baiano, a realidade não foi diferente: antes da chegada da energia elétrica, o objeto era presença indispensável tanto na sede quanto nas comunidades rurais.

Na cidade, por muitos anos, o fornecimento de energia dependia de um gerador com horário limitado de funcionamento, geralmente entre 18h e 22h. Após esse período, a alternativa era recorrer ao candeeiro para realizar atividades cotidianas, desde tarefas domésticas até momentos de convivência familiar.

Já na zona rural, especialmente nas comunidades mais distantes, o uso do candeeiro era constante, devido à ausência total de eletricidade. Inicialmente abastecido com querosene, o equipamento passou a utilizar óleo diesel a partir da década de 1980, com a chegada do agronegócio à região, o que facilitou o acesso ao combustível.

Mesmo com os avanços tecnológicos e a ampliação da rede elétrica, o candeeiro ainda faz parte da realidade de algumas famílias em áreas onde a energia não chegou ou onde não há condições financeiras para adquirir geradores ou sistemas de energia solar.

Além de iluminar casas, o candeeiro teve papel importante na educação.

Era comum seu uso em salas de aula do antigo Mobral e por estudantes que precisavam estudar à noite, após ajudar os pais nas atividades do campo durante o dia.

Apesar de sua importância, o uso também trazia desafios: a fuligem produzida pela chama frequentemente sujava cadernos e livros, o que gerava reclamações e até prejuízos no desempenho escolar.

Com o passar do tempo, o candeeiro deixou de ser item essencial e passou a ocupar outros espaços. Muitos foram descartados ou esquecidos, mas alguns ganharam novo significado como peças decorativas e objetos de memória.

Recentemente, o colunista da Revista Formosa, Mariano França, observou o uso do candeeiro como elemento decorativo no restaurante Ki-Muqueca Pituba, na orla de Salvador. A presença do objeto em um ambiente contemporâneo reforça seu valor histórico e cultural.

"O candeeiro marcou gerações e foi fundamental em muitos momentos. Ver esse objeto sendo valorizado hoje é uma forma de reconhecer sua importância na vida de tantas pessoas", destacou.

Entre lembranças e transformações, o candeeiro segue como símbolo de resistência e de um tempo em que a luz dependia da simplicidade e da criatividade das famílias do interior.

@revista.formosa

Candeeiro Na matéria desta semana, o colunista da Revista Formosa, Mariano França, resgata a memória do candeeiro, símbolo de uma época em que a luz dependia da simplicidade e da resistência das famílias. Antes da energia elétrica, ele iluminava casas, ajudava estudantes e fazia parte da rotina no interior. Hoje, enquanto ainda resiste em algumas comunidades, também ganha novo significado — sendo valorizado como peça decorativa até em lugares como o Ki-Muqueca Pituba, em Salvador. Uma história que mistura passado, transformação e memória. Mais imagens e matéria completa: https://www.revistaformosa.com/l/candeeiro-iluminou-geracoes-e-ainda-resiste-no-interior-de-formosa/ #notícias #revistaformosa

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