Botijão mais caro: preço do gás sobe 15,3% na Bahia

01/04/2026

Por Revista Formosa

O gás de cozinha ficou mais caro na Bahia a partir desta quarta-feira (1º), com reajuste médio de 15,3%. Com o aumento, o botijão de 13 kg pode custar até R$ 165 para o consumidor final.

Segundo a Acelen, empresa responsável pela Refinaria de Mataripe — principal polo de produção de combustíveis no estado — houve atualização no valor do gás liquefeito de petróleo (GLP) vendido às distribuidoras. 

A companhia informou que os preços seguem critérios de mercado, considerando fatores como a cotação internacional do petróleo, a variação do dólar e custos logísticos, podendo oscilar tanto para cima quanto para baixo.

A empresa também destacou que adota uma política de preços baseada em parâmetros técnicos e alinhada às práticas do mercado internacional.

Impacto no bolso do consumidor

De acordo com o presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás da Bahia (Sinrevgas), Robério Souza, o reajuste já começa a ser sentido. A expectativa é de que o preço suba entre R$ 8 e R$ 10 por botijão.

Antes do aumento, o gás era vendido entre R$ 125 e R$ 155 em Salvador. Com a nova alta, os valores podem atingir o teto de R$ 165.

Formosa do Rio Preto ainda não registra reajuste

Em Formosa do Rio Preto, no oeste da Bahia, o botijão de gás segue sendo comercializado por R$ 155, sem o repasse, até o momento, do aumento de 15,3% anunciado para o estado.

O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de GLP (Sindigás) informou que não comenta sobre preços ou projeções. 

Em nota, a entidade ressaltou que o mercado vem enfrentando pressão devido às oscilações nos preços do petróleo e seus derivados, o que pode impactar os custos ao longo da cadeia.

Influência do mercado internacional

O cenário externo também contribui para a alta. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que o custo médio do GLP importado aumentou significativamente nas últimas semanas.

Antes, o valor de referência por botijão no porto de Santos girava em torno de R$ 32,21. Já nas últimas medições, esse custo subiu para cerca de R$ 51,40 — um avanço expressivo que pressiona os preços internos.

Esse aumento está ligado, principalmente, às tensões geopolíticas no Oriente Médio, que afetam diretamente o mercado global de energia e elevam os custos de importação.

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